Aumento impacta endividamento das famílias e custo para empresas

Os dados do Banco Central revelam um aumento significativo na taxa média de juros do crédito livre, que passou de 48,3% em março para 49,5% em abril de 2026.
Essa alta também reflete um crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa estava em 45,0%.
Além do aumento nos juros, houve uma elevação no spread bancário e no custo efetivo do crédito tanto para famílias quanto para empresas. O crédito pessoal para indivíduos teve uma alta de 61,5% para 63,0%, enquanto o crédito destinado a empresas subiu de 24,8% para 25,3%.
✨ O cheque especial agora tem taxa de juros de 141,1%, refletindo um aumento de 2,2 pontos percentuais.
No que diz respeito ao crédito total, que abrange tanto operações livres quanto aquelas direcionadas, a taxa média subiu de 33,2% para 33,8%.
O Indicador de Custo de Crédito (ICC), que mede os juros efetivamente pagos nas operações vigentes, também cresceu, passando de 24,1% para 24,3%. O spread médio nas operações de crédito livre atingiu 35,9 pontos, um aumento em relação aos 34,6 pontos antes.
No segmento de pessoas físicas, o spread foi de 47,5 para 49,2 pontos, enquanto nas empresas subiu de 11,6 para 12,3 pontos.
O endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional ficou em 49,8% em março, uma leve queda em relação a fevereiro, que estava em 49,9%. O comprometimento da renda dos brasileiros caiu de 29,6% para 29,3%.
Apesar da falta de dados específicos sobre o crédito rural, a tendência de aumento dos juros representa um alerta importante para os setores que dependem de financiamentos bancários fora das linhas direcionadas.
Esse encarecimento do crédito deve ser considerado por empresas e produtores que utilizam recursos livres para suas operações diárias e fortalecimento financeiro.
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