Projeção de crescimento cai de 2,3% para 2,0%, impactada pela desaceleração no setor de serviços.

O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira para 2026, passando de 2,3% para 2,0%. A mudança é principalmente um reflexo da desaceleração do setor de serviços, que foi impactado pela menor renda das famílias devido ao aumento do comprometimento com dívidas.
A projeção para o setor de serviços foi alterada de 2,4% para 1,8%, enquanto a da indústria caiu de 2,1% para 1,7%. Essas reduções são parcialmente compensadas pela agropecuária, que teve sua previsão elevada de 1,8% para 2,8%. O governo apontou que a revisão nos serviços é decorrente do carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre e da defasagem da política monetária.
✨ O comprometimento com o serviço da dívida das famílias atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, limitando o consumo.
Os setores industriais também enfrentam pressão devido ao custo elevado do crédito e uma demanda mais fraca por bens de consumo. Em contrapartida, o mercado de trabalho está ajudando os segmentos de consumo das famílias, e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda irá aumentar a renda disponível neste semestre.
Além disso, as projeções de inflação para 2026 foram revisadas de 5,1% para 4,9%, influenciadas pelos índices de preços mais baixos em julho, especialmente nos alimentos e serviços. O ministério destacou que a revisão considera a melhora nas expectativas de inflação e a manutenção da taxa Selic em um nível contracionista.
No que diz respeito a 2027, a expectativa de crescimento foi ajustada de 2,5% para 2,3%, devido aos efeitos da política monetária restritiva. Em contrapartida, a estimativa de inflação aumentou para 3,8%, influenciada por um El Niño mais intenso e seus impactos na agricultura.
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Jornalista especializado em Economia

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