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economia
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Ministro Dario Durigan fala sobre tarifas dos EUA e estratégia do Brasil

Brasil opta por diplomacia em resposta a tarifas norte-americanas

Ricardo Alves24 de maio de 2026 às 13:00
Ministro Dario Durigan fala sobre tarifas dos EUA e estratégia do Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que o Brasil reagiu de forma diplomática ao recente aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos, comparando essa abordagem à da Europa. Em entrevista à revista francesa Le Grand Continent, durante sua visita a Paris, ele enfatizou que o país enfrentou um encargo tarifário total de 50% em seus produtos.

Durigan elucidou que essa taxa resulta de uma tarifa global de 10% somada a 40% adicionais. Em vez de adotar medidas de retaliação comercial imediatas, o governo brasileiro optou por uma postura de rejeição à medida, mantendo uma posição focada em diplomacia e política.

O Brasil enfrenta um déficit comercial com os EUA em setores como serviços e tecnologia.

O ministro também observou que, embora o Brasil tivesse a justificativa para uma resposta tarifária, decidiu não seguir este caminho. Ele observou que a reação da Europa foi mais acelerada em busca de um entendimento com os EUA.

A relevância dessa questão é significativa para o agronegócio e a indústria exportadora, uma vez que as tarifas podem alterar a competitividade e o fluxo comercial. No entanto, a entrevista não forneceu detalhes sobre quais produtos brasileiros foram afetados ou como as cadeias produtivas poderiam ser impactadas, especialmente em setores como grãos e carnes.

Contexto

A falta de detalhes oficiais sobre os produtos afetados torna difícil avaliar os impactos nas cadeias agroexportadoras e na estabilidade do comércio exterior.

Durigan reafirmou a importância do multilateralismo e mencionou que o Brasil busca construir parcerias sólidas, evitando uma abertura descontrolada para importações de produtos manufaturados. Ele também enfatizou a necessidade de agregar valor à produção nacional, evitando a exportação de matéria-prima não processada, como minério de ferro e soja.

A relação do Brasil com a agenda de energia limpa e biocombustíveis foi apontada em meio às incertezas geopolíticas, indicando a complexidade da situação atual. As mudanças no cenário tarifário internacional podem influenciar a demanda externa e as decisões de investimento no Brasil.

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