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Agronegócio
2 min de leitura

Novo protocolo unificado para cadeias de soja e carne no Brasil

Iniciativa visa atender normas internacionais e facilitar comércio com a China

Gabriel Rodrigues28 de julho de 2026 às 06:10
Novo protocolo unificado para cadeias de soja e carne no Brasil

Um estudo recente do instituto WRI Brasil apresentou uma proposta de protocolo unificado para as cadeias de soja e carne bovina do país, com o objetivo de facilitar o comércio com a China e atender às exigências internacionais sem que novas regras sejam criadas.

Os pesquisadores observam que, embora o Brasil disponha de ferramentas adequadas para monitorar o desmatamento e a rastreabilidade, essas ferramentas estão dispersas e utilizam critérios variados. A proposta é integrar essas iniciativas sob um único referencial.

Análise das Iniciativas Existentes

O estudo avaliou 21 iniciativas, que incluem protocolos, certificações, acordos voluntários, plataformas públicas e sistemas de rastreabilidade. A pesquisa concluiu que as diferenças nos critérios de avaliação, datas de corte para desmatamento e controle de fornecedores indiretos criam confusão para os compradores internacionais, dificultando a credibilidade dos sistemas.

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"Em termos gerais, trata-se de um caminho estratégico para alinhar os diferentes atores e fortalecer a credibilidade das cadeias produtivas", afirmam os autores do relatório divulgado recentemente.

A China é o maior comprador de commodities agropecuárias brasileiras, e o Brasil pode colaborar com o país asiático na formação de um padrão internacional para cadeias livres de desmatamento.

Oportunidade de Integração

O protocolo unificado buscará harmonizar critérios técnicos, simplificar auditorias e integrar bases de dados, representando uma oportunidade de melhorar a rastreabilidade e reduzir riscos reputacionais.

No que se refere à pecuária, a proposta sugere acelerar o monitoramento dos fornecedores indiretos, sem aguardar a plena implementação da identificação individual obrigatória. Para a soja, o documento recomenda ampliar a rastreabilidade até a fazenda de origem e unir notas fiscais para reforçar a confiabilidade do sistema.

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