Demandas do governo buscam ampliar atuação da mineradora em novos mercados

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, aumentou a pressão sobre a Vale nesta segunda-feira (24), afirmando que a mineradora deve incluir lítio e terras raras em seu planejamento estratégico. Silveira declarou ter "absoluta certeza" de que a empresa adotará essa nova diretriz.
Essa declaração surge em um momento em que o governo intensifica o chamado à Vale para diversificar suas operações, que atualmente se concentram em minério de ferro, cobre e níquel. As autoridades buscam estimular a mineradora a entrar em novos mercados considerados cruciais para a transição energética.
✨ A ampliação nas operações da Vale é vista como uma oportunidade para impulsionar a reindustrialização no Brasil e o desenvolvimento de cadeias industriais inovadoras.
Silveira enfatizou que o Brasil, ao explorar as terras raras, pode se reposicionar no cenário global. "A Vale, reconhecida internacionalmente, deve se atentar à necessidade de grandes projetos além do minério de ferro, focando em minerais críticos", afirmou ele durante um evento em Belo Horizonte.
Ainda que exista uma pressão crescente, a Vale mantém um contato cauteloso com relação à entrada em novas commodities. O CEO da empresa, Gustavo Pimenta, declarou que estão sendo realizados estudos sobre a viabilidade de novos investimentos, mas nenhuma decisão foi concretizada até agora.
"Estamos estudando o lítio e outras commodities. É importante entender se vale a pena e como entrar nesses mercados
Pimenta ressaltou que o mercado de terras raras, embora considerado estratégico, ainda é pequeno em comparação ao volume de negócios da Vale. A dependência da China nas etapas de produção e refino constitui outro desafio significativo para a Vale.
O governo brasileiro, por meio do BNDES, está buscando uma parceria mais estreita com a Vale para explorar oportunidades em lítio, cobre e terras raras, prometendo colaborar para o desenvolvimento sustentável do setor mineral.
Além disso, já existe um Fundo de Investimento em Participações (FIP) destinado a minerais estratégicos, que mobilizará até R$ 1 bilhão para investimentos em empresas e projetos relacionados a lítio, cobre, níquel, entre outros.
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