Raízen negocia recuperação com credores sob pressão financeira
Prazo para o plano de recuperação extrajudicial se aproxima do fim

A Raízen inicia na próxima semana mais uma fase de negociações com seus credores, com o prazo apertado para apresentar um plano de recuperação extrajudicial, uma situação que gera grande expectativa no mercado.
Atualmente, a empresa não conta com o apoio dos detentores de sua dívida externa, conhecidos como 'bondholders'. Entretanto, a Raízen acredita que, mesmo sem um acordo com esse grupo, consegue elaborar um plano que seja aceitável para seus credores bancários e os detentores de dívidas locais.
✨ Com um total de R$ 65 bilhões em dívidas, a Raízen é a companhia que apresenta o maior pedido de recuperação extrajudicial no Brasil.
Desafios na Recuperação
Para que o plano receba a aprovação, a empresa precisa do consentimento de pelo menos 50% dos credores, com a data limite de entrega do projeto se aproximando, até meados de junho. Se essa porcentagem for alcançada, os demais credores serão automaticamente incluídos no acordado.
Fontes indicam que a Raízen pode conseguir os apoios necessários se receber a anuência dos bancos e dos detentores de debêntures e Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRAs). Até o momento, as tratativas seguem em andamento.
✨ Os bondholders demandam melhores termos para o alongamento da dívida, que não terá conversão em ações.
Recentemente, o grupo solicitou um aumento nas taxas para o prolongamento da dívida, que a companhia havia proposto ser entre 7% e 7,5%. Caso a Raízen não consiga reunir o volume necessário para aprovação do plano, a alternativa será um pedido de recuperação judicial.
Embora a Shell tenha se mostrado inflexível nas negociações, fontes ligadas aos bondholders expressam preocupações sobre a possibilidade de a situação evoluir para um processo de recuperação judicial, tornando-se um risco alto.
Há consenso entre os analistas de que 45% da dívida poderá ser convertida em ações, com a Shell contribuindo com R$ 3,5 bilhões para a corporação. No entanto, Rubens Ometto, controlador da Cosan, que inicialmente planejava investir R$ 500 milhões, pode se afastar da empresa e deixar a presidência do conselho da Raízen.
A pressão por reestruturação na governança da companhia emergiu como uma demanda significativa dos credores. Além disso, a Raízen deverá buscar levantar cerca de R$ 2,5 bilhões no mercado, através de uma operação denominada 'Debtor-in-Possession', que prioriza o recebimento em casos de insolvência.
A Raízen não comentou sobre as negociações atuais e suas implicações.
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