Voltar
economia
2 min de leitura

Nova tarifa dos EUA impacta exportações brasileiras até 22 de julho

Empresas devem antecipar embarques para evitar custos adicionais

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 19:30
Nova tarifa dos EUA impacta exportações brasileiras até 22 de julho

As empresas brasileiras enfrentam um prazo curto para se adequar à nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos, que entrará em vigor em 22 de julho. A antecipação de embarques é a principal estratégia para minimizar o impacto financeiro dessa medida.

De acordo com o advogado tributarista Rafael Pandolfo, a janela para adaptação é bastante restrita. "Os sete dias entre o anúncio e o início da vigência servem praticamente para antecipar embarques", afirmou em entrevista ao CNN Agro.

As mercadorias que já estiverem em trânsito internacional e forem nacionalizadas nos EUA até 29 de julho ficarão isentas da nova tarifa.

Embora o novo tributo seja destinado ao importador americano, Pandolfo observa que os efeitos financeiros podem atingir rapidamente as empresas brasileiras. "Esse custo acaba sendo transferido ao exportador, seja por meio de renegociação de preços ou cancelamento de pedidos", esclareceu.

Busca por novas alternativas

Após a implementação das tarifas, a principal abordagem das empresas deve ser jurídica e diplomática, visando negociar com o governo americano. Pandolfo sugeriu que pedidos de exclusão tarifária sejam apresentados ao USTR, preferencialmente em parceria com importadores norte-americanos.

Historicamente, esse mecanismo já gerou resultados, como em novembro de 2025, quando mais de 200 produtos agrícolas foram retirados da lista de sobretaxação após pressão de empresas e consumidores.

No Brasil, a pressão sobre o governo federal para aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica também é uma alternativa em discussão, embora reações de retaliação comercial devam ser manuseadas com cautela.

Impactos nos preços

Em relação aos possíveis efeitos na cadeia de alimentos, Pandolfo acredita que a legislação americana tem mecanismos que reduzem o risco de aumento significativo de preços. O USTR pode revisar a lista de exceções conforme a necessidade, preservando itens sensíveis à inflação americana.

No entanto, a situação pode ser inversa no mercado brasileiro, onde uma possível saturação de produtos que perdem espaço nos EUA poderia pressionar os preços para baixo no mercado doméstico.

Em suma, a evolução das tarifas na próxima semana dependerá mais da capacidade de negociação dos setores afetados com as autoridades americanas do que da mera implementação da medida.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia