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economia
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O Desmonte do Planejamento e o Futuro do Brasil

Reflexões sobre a importância do planejamento econômico e suas consequências para o desenvolvimento do país.

Fernanda Lima02 de abril de 2026 às 10:40
O Desmonte do Planejamento e o Futuro do Brasil

Deng Xiaoping uma vez afirmou que a rigidez do pensamento e a crença cega em dogmas não permitem que uma nação ou um partido evoluam. Em outras palavras, quando um país se apega a conceitos rígidos, como os que condicionam a economia brasileira, ele corre o risco de estagnar e até desaparecer.

A letra da música de Caetano Veloso que diz que ‘só não vai atrás do trio elétrico quem já morreu’ ecoa em meio à nossa realidade atual, onde a fé cega em um tripé macroeconômico levou à erosão das bases produtivas do Brasil. O superávit fiscal e a flutuação cambial não deveriam ser os únicos objetivos, mas sim instrumentos para um projeto nacional mais amplo.

A Ilusão do Planejamento

O sonho de um desenvolvimento sustentável foi enterrado sob a alegação de que o investimento público era sinônimo de desperdício. Em sua busca por eficiência econômica, o Brasil abandonou o planejamento na gestão das suas políticas públicas, resultando em um crescimento econômico estagnado nas últimas três décadas.

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‘Cortar gastos públicos é um exercício que envolve riscos de desabamento. Nunca se sabe qual é o gasto que sustenta o edifício todo.’

Mário Henrique Simonsen

O planejamento deve voltar a ser uma prioridade para evitar uma crise social mais profunda.

Cenário Atual

Os investimentos em infraestrutura e produção nacional estão em declínio, enquanto os países que se afastaram de leis neoliberais rígidas, como China e Índia, cresceram de forma significativa por meio de um planejamento estratégico eficiente.

O Brasil já foi referência em desenvolvimento e planejamento, mas atualmente se encontra preso a um discurso que marginaliza a necessidade de investimentos públicos. A estigmatização do planejamento como um conceito arcaico, associado ao erro, precisa ser superada.

É crucial estabelecer um novo marco de coordenação entre o setor público e privado, buscando criação de Grupos Executivos focados em setores-chave como saúde. O diálogo entre trabalhadores, empresários e profissionais deve ser incentivado para garantir um processo de decisão mais eficiente e inclusivo.

Sem um planejamento adequado, o risco de uma depressão econômica se intensifica, ameaçando a estabilidade social e política. A história já mostrou que a verdadeira responsabilidade fiscal é estar comprometido com o bem-estar da população brasileira.

  • 1Recuperar a ideia de planejamento como ferramenta de desenvolvimento.
  • 2Criar Grupos Executivos para coordenação entre setores.
  • 3Fomentar o investimento público combinado com o privado.
  • 4Estigmatizar discursos que desvalorizam gastos estratégicos.

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