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economia
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Opep mantém projeções de produção de combustíveis no Brasil até 2027

Entidade ajusta crescimento esperado e mantém PIB em 2% para 2026

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 13:10
Opep mantém projeções de produção de combustíveis no Brasil até 2027

A Opep anunciou que manterá suas previsões de produção de combustíveis líquidos do Brasil entre 2026 e 2027, ajustando apenas a taxa de crescimento esperada. Para o PIB nacional, a entidade mantém suas projeções em 2,0% para 2026 e 2,2% para 2027.

Produção de combustíveis líquidos

A Opep elevou a projeção de crescimento da produção de combustíveis líquidos do Brasil em 2026, passando de 270 mil barris por dia (bpd) para 340 mil bpd. Entretanto, a média projetada para o ano permanece em 4,7 milhões de bpd. Em 2027, uma ligeira redução na expectativa de crescimento ocorreu, de 140 mil bpd para 110 mil bpd, com a produção média mantida em 4,8 milhões de bpd.

Produção total de combustíveis líquidos teve queda de 40 mil bpd em maio.

Em maio, a produção brasileira de petróleo bruto recuou para uma média de 4,3 milhões de bpd, enquanto os líquidos de gás natural se mantiveram próximos a 104 mil bpd e a produção de biocombustíveis, especialmente o etanol, ficou em cerca de 700 mil bpd, totalizando uma produção líquida de 5,1 milhões de bpd.

Perspectivas futuras

A Opep acredita que o crescimento da produção brasileira em 2026 será favorecido por projetos como Búzios, Mero, Marlim, Bacalhau e Wahoo, com novos desenvolvimentos também em Albacora Leste. A entidade destacou atualizações da Petrobras sobre a produção em Búzios, especialmente com a plataforma P-78 em operação e os preparativos para a P-80.

Para 2027, a expectativa é de aumento nas produções de Búzios, Bacalhau e Wahoo, além de novas iniciativas nos campos de Búzios e no cluster Pampo-Enchova. A Opep também alertou que os custos crescentes e a inflação persistente podem impactar a viabilidade econômica de projetos offshore, atrasando decisões de investimento.

Análise macroeconômica

Na análise macroeconômica, a Opep mantém inalteradas suas previsões de crescimento do PIB para o Brasil, estipulando um aumento de 2,0% em 2026 e 2,2% em 2027. A entidade também incluiu como um fator de risco a possibilidade de tarifas de 25% sobre importações brasileiras pelos Estados Unidos, reiterando que o afrouxamento monetário dependerá da inflação e da atividade econômica futura.

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