Queda no endividamento das famílias e impactos das diferentes faixas de renda na inadimplência são analisados.

O endividamento das famílias brasileiras caiu pela primeira vez desde dezembro de 2025, passando de 82% para 81,7%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Apesar da diminuição, a inadimplência subiu entre famílias com renda acima de dez salários mínimos, o que representa um dos focos principais desta análise.
✨ O endividamento não reflete necessariamente problemas financeiros; muitas famílias estão cumprindo com suas obrigações sem estarem inadimplentes.
A diferença entre endividamento e inadimplência é crucial. Endividamento abrange famílias com dívidas em dia, enquanto inadimplência indica débitos não pagos dentro do prazo. Os dados divulgados mostram uma redução de 29,9% para 29,6% nas famílias com dívidas atrasadas.
A economista Juliana Inhasz, do Insper, observa que a queda no endividamento pode estar relacionada a programas de renegociação e à resiliência do mercado de trabalho, não à redução dos juros.
Familias que não possuem dívidas a vencer aumentaram de 17,4% para 18,1%. Entretanto, as que possuem mais de 50% da renda comprometida também cresceram, revelando uma pressão contínua sobre os orçamentos domésticos.
Juliana destaca que para famílias de menor renda, a previsibilidade da renda é tão importante quanto o valor recebido, e o uso do cartão de crédito deve ser feito com cautela, evitando compromissos que pressionem o orçamento.
A avaliação final sugere que é essencial os consumidores entenderem os limites do crédito e como o parcelamento pode impactar a rotina financeira, enfatizando a necessidade de consumo consciente.
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Jornalista especializado em Economia

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