Preços do metal precioso se beneficiam de expectativas sobre taxas de juros.

O preço do ouro encerrou a quarta-feira (30) com um aumento de 0,16%, atingindo US$ 4.186,70 por onça-troy. Esse movimento é reflexo da diminuição das expectativas de aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), provocado por dados de inflação que vieram abaixo do esperado.
Apesar desse ganho, o metal precioso apresentou uma queda de 6,5% em setembro, enquanto a prata recuou 9,5%. Na divisão de metais da Nymex, o ouro alcançou uma máxima de US$ 4.251,10 durante o dia.
O Departamento do Comércio dos EUA divulgou dados de inflação que surpreenderam negativamente os analistas, levando o mercado a reavaliar suas apostas para a próxima reunião do Fed, que poderá decidir pela manutenção das taxas.
✨ Enquanto isso, bancos e consultorias apresentam opiniões divergentes sobre os passos do Fed: a Capital Economics recomenda a manutenção da política monetária, enquanto o CIBC prevê um aperto, aumentando a incerteza.
Além disso, analistas como os do Commerzbank alertam para a possibilidade de o ouro cair abaixo de US$ 4.000 por onça-troy, mas também acreditam que o preço está bem sustentado e deve se recuperar após atual fase de fraqueza.
As expectativas do mercado estão agora voltadas para a divulgação do relatório de emprego (payroll) nesta sexta-feira (02), que poderá influenciar a avaliação da situação econômica.
Paralelamente, a incerteza em relação a um possível acordo entre EUA e Irã para cessar o conflito no Oriente Médio mantém os preços do petróleo em alta, um fator que também pressiona o mercado de ouro.
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Jornalista especializado em Economia

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