Voltar
economia
2 min de leitura

Ovos de Páscoa sobem 27% com alta do cacau

Aumento em custos impacta mercado do chocolate no Brasil

Tiago Abech04 de abril de 2026 às 19:10
Ovos de Páscoa sobem 27% com alta do cacau

Os preços dos ovos de Páscoa aumentaram em 27% em comparação com o ano anterior, refletindo uma escalada nos custos do cacau, que saltou de US$ 10 mil a tonelada para US$ 3 mil. Este cenário teve um grande impacto no mercado de chocolates.

Ovação de preços no setor de chocolates

Segundo dados do IBGE, a inflação dos chocolates em barras e bombons é de 24,8% nos últimos 12 meses. Além disso, os preços dos ovos de Páscoa, por sua vez, estão significativamente mais altos, com variações que podem exceder 36% em edições especiais.

Os elevados preços do cacau são resultado de problemas climáticos enfrentados nos últimos três anos nos principais países produtores: Costa do Marfim e Gana.

Embora um produtor de cacau no Pará tenha recebido o valor de R$ 44,00 por quilo no ano passado, hoje esse preço caiu para R$ 9,50. Mesmo assim, as indústrias de chocolate conseguiram compras a preços altos antes que uma nova safra, que agora oferece opções abundantes, chegasse ao mercado.

Contexto Adicional

Atualmente, o Brasil importa cerca de 42 mil toneladas de cacau, embora tenha capacidade de produção de 186 mil toneladas. O estado de São Paulo está implementando estratégias para diversificação no cultivo do cacau através do plano Cacau SP.

O cenário de consumo de chocolate também é preocupante. A Estônia, Alemanha e Suíça lideram o consumo mundial, com cifras entre 8 a 9 kg per capita por ano, enquanto o Brasil se mantém abaixo de 4 kg per capita, perdendo terreno na classificação global de consumo.

Com esse panorama, o Brasil ainda possui um enorme potencial para expandir sua produção e consumo de cacau. Esperamos que nesta Páscoa, os brasileiros aproveitem as delícias do chocolate, continuando a torcer para que o país retome sua posição de liderança na produção de cacau.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia