Voltar
economia
2 min de leitura

Queda de 1,5% nos serviços destaca retração em março

Setor mostra descontrole no curto prazo, mas mantém crescimento anual

Camila Souza Ramos15 de maio de 2026 às 11:00
Queda de 1,5% nos serviços destaca retração em março

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (15), revelam uma queda generalizada de 1,5% nos serviços entre fevereiro e março de 2026.

Essa redução afetou diversos setores, incluindo serviços prestados às famílias, informação e comunicação, serviços profissionais e administrativos, transportes e outros serviços. Os serviços voltados às famílias tiveram a maior redução percentual no mês, com uma queda de 1,5%, enquanto transportes e outros serviços registraram recuos de 1,7% e 2,0%, respectivamente.

O setor de outros serviços foi o mais afetado, apresentando um declínio de 2,0%.

Por outro lado, na comparação anual com março de 2025, a situação foi mais otimista, com quatro dos cinco segmentos analisados mostrando crescimento. O setor de informação e comunicação obteve a maior alta, com um aumento de 7,9%, seguido por outros serviços com 2,7%, transportes com 2,0% e serviços profissionais com um avanço de 1,1%.

Contrapõe-se a isso a queda de 1,6% nos serviços prestados às famílias em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse contraste sugere que, apesar das dificuldades recentes, algumas áreas do setor ainda apresentam desempenho robusto quando consideradas em um contexto mais longo.

Contexto

O IBGE não ofereceu detalhes sobre os fatores que contribuíram para as variações mensais, mas a análise técnica indica que a desaceleração observada em março pode ser pontual ou parte de uma tendência.

Os resultados futuros da Pesquisa Mensal de Serviços serão cruciais para determinar se essa queda foi uma anomalia ou se uma desaceleração mais prolongada está em andamento.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia