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economia
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Queda nas taxas de fertilidade impacta mercados globais

Mudanças demográficas desafiam previsões de crescimento econômico

Mariana Souza16 de junho de 2026 às 15:45
Queda nas taxas de fertilidade impacta mercados globais

A redução das taxas de fertilidade em diversos países está ocorrendo mais rapidamente do que se esperava, provocando mudanças significativas nas análises de mercado, segundo Marcos Rubin, CEO da Veeries.

De acordo com os dados da ONU, nenhum dos países monitorados atinge taxas de fertilidade que estejam dentro dos cenários mais pessimistas previstos há cinco anos. Isso indica que, em quase todos os casos, a realidade ficou aquém das expectativas mais desfavoráveis anteriormente consideradas.

Para que uma população se mantenha estável a longo prazo, é necessário que a taxa de fertilidade total supere 2,1 filhos por mulher.

Atualmente, a Nigéria apresenta uma taxa de 4,5, enquanto a Índia registra 2,0, levemente abaixo do nível de reposição. O Brasil está com uma taxa de 1,6, e a China enfrenta uma situação crítica, com apenas 1,0, os recentes censos sugerem que sua população já está em declínio.

A discrepância entre as previsões passadas e os números reais é particularmente alarmante no caso da China. Há cinco anos, esperava-se que as taxas de fertilidade estivessem entre 1,7 e 1,9 filhos por mulher, e o resultado atual reflete uma diferença significativa.

Rubin ressalta que novos dados devem revelar números ainda mais baixos no próximo ano. Especialistas consideram esse fenômeno um colapso populacional, cujas consequências no mercado se farão sentir gradualmente, mas devem ser mais evidentes em um intervalo de cinco a dez anos.

No setor do agronegócio, essas mudanças terão impactos diretos. Projetar um aumento na demanda global por alimentos com base em tendências demográficas lineares pode resultar em erros significativos. O motor populacional que sustentou o crescimento das commodities nas últimas décadas está perdendo força mais rapidamente do que o previsto.

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