Estudo destaca riscos de conflitos internacionais e pressão da concorrência chinesa

Um relatório da Moody's indica que as empresas brasileiras enfrentam desafios significativos que podem resultar em uma queda de 3,3% no EBITDA até 2027, refletindo preocupações com a pressão sobre seus caixas.
A projeção considera fatores como a taxa de juros elevada no Brasil, que, apesar de algumas quedas, permanece historicamente alta, além de eventos climáticos relacionados ao El Niño e a concorrência cada vez mais agressiva da China.
✨ Cerca de 23% das empresas não financeiras com rating no Brasil apresentam perspectivas negativas.
O relatório também menciona que uma parte significativa da dívida das empresas está vinculada a taxas flutuantes, o que aumenta a vulnerabilidade em um cenário de alta de juros. Os setores mais afetados incluem varejo, distribuição de combustíveis e agronegócio.
Além disso, os efeitos do El Niño podem impactar a produção agrícola, resultando em custo mais elevado para os produtores, enquanto o setor elétrico pode enfrentar um aumento nas despesas devido à demanda de eletricidade.
O cenário é ainda mais complicado para as siderúrgicas, que devem lutar contra a concorrência de produtos importados. As vendas de aço devem cair 1,7%, enquanto o consumo aparente deve aumentar 1% em 2026.
A Moody's conclui que a qualidade do perfil de crédito seguirá sob pressão, exigindo que as empresas procurem medidas alternativas para gerenciar sua liquidez e endividamento.
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Jornalista especializado em Economia

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