Voltar
economia
2 min de leitura

Retirada de R$ 9,64 bi da B3 destaca pressão sobre investimentos

Maio registra forte saída de capital estrangeiro, refletindo incertezas globais.

Giovani Ferreira20 de maio de 2026 às 11:35
Retirada de R$ 9,64 bi da B3 destaca pressão sobre investimentos

Em maio, a B3, bolsa de valores brasileira, sofreu uma saída de mais de R$ 9,64 bilhões em investimentos estrangeiros, marcando o maior recuo parcial desde abril de 2024, que totalizou R$ 11,36 bilhões.

Os dados foram coletados pela consultoria Elos Ayta e mostram uma tendência de queda nos investimentos desde o recorde de janeiro de 2026, quando entradas de capital estrangeiro atingiram R$ 26,31 bilhões. A instabilidade política e militar, especialmente devido ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, vem influenciando essa retração.

InflAÇÃO AUMENTA E BANK CENTRAL RESPONDE COM CAUTELA

Além de impactar a saída de investimentos, o conflito também contribuiu para a alta da inflação brasileira, que registrou um aumento de 0,67% em abril. Essa elevação tem sido um fator determinante para o Banco Central adotar uma postura mais cautelosa em relação à redução das taxas de juros.

Saldo Anual Positivo Apesar da Queda

No acumulado do ano, a B3 ainda apresenta um saldo positivo, com uma entrada líquida de R$ 46,90 bilhões até o dia 15 de maio, desconsiderando IPOs e Follow-Ons. Esse valor supera os R$ 25,47 bilhões registrados em 2025, embora ainda esteja longe do recorde de 2022, que ultrapassou a marca de R$ 100 bilhões.

Mudanças no Comportamento dos Investidores

Segundo os analistas, a desaceleração observada não indica uma reversão do fluxo de capital, mas reflete uma mudança nas estratégias dos investidores. Motivos como a realização de lucros após um início de ano promissor, aumento do medo em relação ao risco global e flutuações em commodities como o petróleo foram determinados como causas para esse movimento.

Expectativas de Juros e Inflação

As expectativas em relação à inflação (4,92% para 2026) e à Selic (13,25%) têm aumentado, com especialistas esperando que a taxa de juro não chegue a um dígito até a próxima década.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia