Banco busca renegociar dívidas e garantir apoio ao setor rural.

O Santander Brasil tem modificado suas operações no agronegócio para lidar com as adversidades atuais do crédito rural, que incluem margens mais apertadas e um aumento na inadimplência.
Durante a Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP), Ricardo Tessari, superintendente executivo de agronegócio do Santander, reafirmou a importância do setor, com R$ 100 bilhões em ativos brasileiros, ressaltando que o agronegócio continua a ser um pilar estratégico para a economia do país e para a instituição.
✨ O agronegócio é reconhecido como essencial tanto para o Brasil quanto para o banco, mesmo em momentos desafiadores.
Para enfrentar a pressão nas margens, o banco tem se comprometido em apoiar os produtores através de prazos mais longos e renegociações das dívidas. A abordagem é proativa, com as equipes contatando os clientes antes do vencimento das operações para propor soluções que se ajustem à situação financeira dos produtores.
"Falamos com aqueles que estão altamente alavancados, sugerimos a venda de ativos e assistimos na gestão financeira
Apesar do aumento da inadimplência, que subiu de 2,8% para 3,4% na comparação anual, a estratégia do Santander é prevenir a deterioração dos casos de atraso. O banco também está exigindo garantias reais nas novas operações, como a alienação fiduciária, focando em produtores com mais capacidade financeira.
Embora a concessão de crédito esteja mais rigorosa, a agroindústria mostra saúde, especialmente nas áreas de etanol e biodiesel, com oferta de financiamento para exportação e importação disponível.
Em seu balanço mais recente, o Santander reportou uma diminuição de 1,9% no lucro líquido em relação ao ano passado, totalizando R$ 3,8 bilhões. A carteira de crédito rural caiu de R$ 10,3 bilhões para R$ 9 bilhões em um ano.
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