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economia
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Selic é reduzida e Brasil mantém juro real alto

Impacto da Selic afeta economia global e coloca Brasil em destaque.

Mariana Souza29 de abril de 2026 às 18:45
Selic é reduzida e Brasil mantém juro real alto

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil anunciou nesta quarta-feira (29) uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, agora fixada em 14,50% ao ano, destacando-se como o segundo maior juro real global.

O Brasil possui o segundo maior juro real do mundo, de 9,33%.

A taxa de juro real, que resulta da diferença entre a taxa nominal e a inflação esperada para os próximos 12 meses, é um importante indicador econômico. Dados do levantamento realizado pelo MoneYou mostram que a Rússia lidera o ranking com 9,67%, enquanto o México ocupa a terceira posição com 5,09%.

Fatores que influenciam a Selic

O relatório do MoneYou menciona que a guerra entre Estados Unidos e Irã teve efeitos significativos sobre os preços globais, alterando as previsões de inflação e contribuindo para a estabilidade da posição do Brasil. Em contrapartida, a Argentina, que enfrenta crises econômicas sob o governo de Javier Milei, caiu para a 39ª posição, apresentando um juro real negativo de -1,15%, reflexo das suas dificuldades em controlar a inflação.

A Selic já passou por duas quedas consecutivas, refletindo um esforço para controlar a inflação em um cenário global desafiador.

Taxas de juros nominais pelo mundo

Com relação aos juros nominais, o Brasil ocupa a quarta posição entre os países analisados, conforme segue:

  • 1Turquia: 37%
  • 2Argentina: 29%
  • 3Rússia: 14,5%
  • 4Brasil: 14,50%
  • 5Colômbia: 11,25%
  • 6México: 6,75%
  • 7África do Sul: 6,75%
  • 8Hungria: 6,25%
  • 9Índia: 5,25%
  • 10Indonésia: 4,75%

Contexto

A Selic é uma ferramenta crucial para controlar a inflação e o crescimento econômico no Brasil, influenciando diretamente investimentos, empréstimos e consumo.

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