O Banco Central revela que o resultado representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano anterior.

O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, conforme informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (29). Este déficit ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo, enquanto o superávit primário ocorre no sentido inverso.
A comparação com o mesmo mês do ano anterior revela uma melhora, uma vez que em setembro de 2025 o saldo negativo foi de R$ 17,5 bilhões. Esse resultado do dianteiro não considera os juros da dívida pública e inclui o governo federal, estados, municípios e empresas estatais.
✨ Em setembro, o governo federal teve um saldo positivo de R$ 3,5 bilhões, enquanto estados e municípios apresentaram um déficit de R$ 5,6 bilhões e as empresas estatais contabilizaram um déficit de R$ 3,4 bilhões.
Ao longo dos nove primeiros meses de 2026, o déficit primário acumulado atingiu R$ 94,3 bilhões, equivalente a 0,93% do PIB, piorando em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando o déficit chegou a R$ 79,2 bilhões. O resultado do governo federal foi de R$ 93,6 bilhões negativos nesse mesmo acumulado.
Quando as despesas com juros são consideradas, o resultado nominal do setor público apresenta um déficit de R$ 113 bilhões em setembro, e um total negativo de R$ 1,28 trilhão nos 12 meses até setembro, o que representa 9,51% do PIB.
A dívida pública consolidada manteve-se em 82,9% do PIB, totalizando R$ 11,11 trilhões, o maior nível desde março de 2021. O endividamento sob a perspectiva do FMI, que abrange os títulos públicos na carteira do BC, chega a 95,2% do PIB.
Em razão do aumento dos gastos públicos e das despesas com juros, analistas alertam para a necessidade de um corte robusto de gastos para conter o crescimento da dívida e facilitar uma redução nas taxas de juros.
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