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Economia
3 min de leitura

Superávit primário nas contas públicas atinge R$ 1,4 bilhão em julho

Embora positivo, endividamento continua crescendo

Gabriel RodriguesPostado 31 de agosto às 10:15
A
Superávit primário nas contas públicas atinge R$ 1,4 bilhão em julho

O Banco Central informou que as contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho de 2026. Essa situação é resultado de receitas fiscais que superaram as despesas do governo, uma diferença positiva em comparação ao déficit de R$ 66,6 bilhões registrado no mesmo mês em 2025.

✨ Embora as contas públicas tenham apresentado um saldo positivo, o endividamento subiu para 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

O superávit primário é um indicador crucial, pois contabiliza apenas a diferença entre receitas e despesas, não incluindo o pagamento de juros da dívida pública. No entanto, o aumento do endividamento é um fator de preocupação, já que subiu ao maior patamar desde abril de 2021.

Desempenho das Contas em Julho

O governo federal teve um saldo positivo de R$ 11 bilhões, enquanto estados e municípios apresentaram um déficit de R$ 8,5 bilhões. As empresas estatais, por sua vez, enfrentaram um déficit de R$ 1,1 bilhão.

Acumulado de 2026

No acumulado dos primeiros sete meses de 2026, as contas públicas acumulam um déficit primário de R$ 78,8 bilhões, equivalente a 1% do PIB. Este desempenho é inferior ao saldo negativo de R$ 44,5 bilhões no mesmo intervalo em 2025.

A meta para este ano prevê um déficit de 0,25% do PIB, com a possibilidade de ajustes que podem permitir um superávit de até R$ 68,6 bilhões, dificultados por despesas excluídas do cálculo estimado.

Impacto dos Juros na Dívida Pública

Considerando os juros da dívida, o resultado nominal em julho foi de um déficit de R$ 97,6 bilhões. No acumulado de 12 meses até julho, o déficit chega a R$ 1,24 trilhão, representando 9,34% do PIB, um número que atrai a atenção de agências de classificação de risco.

Endividamento e Fiscalização

A dívida pública alcançou 82,5% do PIB, somando R$ 10,95 trilhões, o maior valor em cinco anos. O governo tem buscado limitar o crescimento da dívida através de um novo arcabouço fiscal, mas a pressão por despesas contínuas permanece.

✨ As estatais federais reportaram um déficit de R$ 476 milhões em julho, totalizando R$ 8,3 bilhões no primeiro semestre de 2026.

Essa situação é crítica, pois representa o pior resultado para o período desde 2002. A previsão é que estas entidades continuarão enfrentando dificuldades financeiras, afetadas especialmente pela situação fiscal dos Correios.

"

O rombo das estatais reflete a má gestão e as dificuldades financeiras severas, que precisam ser abordadas urgentemente

— especialista do Banco Central.

Gabriel Rodrigues

Jornalista especializado em Economia com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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Gabriel Rodrigues

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