Execução orçamentária do próximo ano promete melhorar contas públicas

O governo brasileiro, por meio do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, anunciou que em 2027 o Brasil terá um superávit primário. Essa afirmativa foi feita em uma entrevista à GloboNews nesta quinta-feira, onde Moretti explicou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) será enviado ao Congresso até o dia 31 de agosto, apresentado com um novo panorama das contas públicas federais.
✨ O PLOA de 2027 inclui uma previsão de redução nas despesas federais em relação ao PIB.
Segundo Moretti, a meta fiscal para o próximo ano é de 0,50% do PIB, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. Ele também enfatizou que para alcançar esse superávit, o governo tomará diversas medidas para desacelerar os gastos obrigatórios, mantendo o comprometimento com despesas prioritárias.
O ministro destacou que o orçamento de 2027 já contemplará mecanismos de ajustes fiscais acionados após um déficit registrado em 2025. Com isso, os gastos com pessoal serão limitados a um crescimento de apenas 0,6% ao ano, conforme estabelecerá o arcabouço fiscal.
"Nossa expectativa real é que, com mais arrecadação do que despesas, teremos um orçamento equilibrado, resultando em um superávit significativo para a sustentabilidade da dívida pública
Além disso, Moretti assinalou a importância de novas restrições nos gastos que estão previstas em um projeto de lei já aprovado, incluindo a exclusão de parte das receitas provenientes do petróleo no cálculo das despesas obrigatórias em saúde. Essas medidas visam garantir a desaceleração dos gastos obrigatórios no próximo ano.
As contas federais de 2027 representarão uma melhora de 0,5% em relação ao PIB, sem depender da aprovação de novas medidas pelo Congresso para que o orçamento seja fechado.
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