Presidente da entidade estima que a maioria dos municípios já está reabastecendo suas gôndolas ou acessando alimentos através de doações

Apesar dos desafios logísticos enfrentados na região metropolitana de Porto Alegre (RS), conforme o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Longo, aos poucos o abastecimento em outras partes do Estado está se normalizando.
Atualmente, os produtos em falta nos supermercados do Rio Grande do Sul incluem água mineral, ovos, alguns cortes de carne bovina e alguns tipos de frutas e legumes, de acordo com a associação.
O presidente da Agas estima que 60% do Estado já está repondo seus estoques ou recebendo doações da população e com a liberação de rodovias estratégicas, como a desobstrução parcial da rodovia BR-386, que facilitará a distribuição de alimentos.
Essa rodovia, conhecida como "Estrada da Produção", conecta o norte gaúcho à região metropolitana de Porto Alegre, passando por cidades importantes como Lajeado, onde há indústrias avícolas e suinícolas que foram afetadas pelas enchentes.
Longo explicou que as prateleiras dos supermercados esvaziaram rapidamente devido ao medo da população de ficar sem alimentos e à falta de mão de obra para repor os estoques, já que muitos trabalhadores foram deslocados devido às enchentes.
Em relação à água mineral, que enfrenta uma situação crítica, há dificuldades na oferta, na demanda e na logística. O consumo de água aumentou drasticamente após as enchentes, e um depósito da Coca-Cola Femsa Brasil foi inundado, enquanto outras empresas continuam produzindo.
Para os produtos de mercearia seca, os estoques geralmente duram 26 dias.
O presidente da Agas prevê que amanhã a zona norte de Porto Alegre terá acesso liberado para a chegada de alimentos, pois a Ceasa na região está inundada e vai operar provisoriamente próximo à cidade de Gravataí em um centro de distribuição do grupo de farmácias São João.
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Jornalista especializado em Economia

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