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economia
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Taxa das blusinhas gera controvérsia e impacto no comércio dos EUA

Setores produtivos defendem manutenção da taxa de importação

Camila Souza Ramos09 de abril de 2026 às 10:25
Taxa das blusinhas gera controvérsia e impacto no comércio dos EUA

Representantes de diversos setores da economia dos Estados Unidos manifestaram apoio à 'taxa das blusinhas', cobrando a continuidade da tributação sobre a importação de produtos avaliados em até US$ 50. Essa medida visa controlar os preços de itens chineses e proteger o comércio local.

Conforme reportado pelo jornal 'O Globo', o governo está considerando a possibilidade de revogar essa taxa em um ano eleitoral, movido por pressões políticas, incluindo o ministro Sidônio Palmeira. Simultaneamente, a Câmara dos Deputados analisa um projeto para eliminar o imposto sobre compras desse valor realizadas online.

O manifesto assinado por 53 entidades do setor destaca que a 'taxa das blusinhas' resultou em geração de empregos e benefícios para os consumidores.

Entre as organizações signatárias estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O documento enfatiza que a medida contribuiu para reduzir a disparidade tributária entre o comércio eletrônico internacional e a indústria local, especialmente no setor têxtil, onde a inflação está em níveis históricos baixos.

Além disso, as entidades argumentam que a qualidade dos produtos brasileiros foi fortalecida, garantindo conformidade com normas de segurança e saúde, fatores que não são aplicáveis a muitos produtos importados. Eles refutam a ideia de que a taxa diminuiu o consumo, citando pesquisa que indica que apenas 12% dos consumidores reduziram suas compras em plataformas internacionais após o restabelecimento do imposto.

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A tributação feita pela 'taxa das blusinhas' não eliminou a desigualdade tributária. As plataformas estrangeiras ainda desfrutam de uma carga tributária cerca de 45% menor em comparação ao setor nacional

Associação Nacional do Comércio.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também defendeu publicamente a manutenção da taxa, argumentando que os produtos fabricados no Brasil enfrentam uma carga tributária significativamente mais alta do que os importados, mesmo após a implementação da 'taxa das blusinhas'.

Histórico da Taxa das Blusinhas

Desde sua introdução em agosto de 2024, a 'taxa das blusinhas' gerou uma arrecadação recorde de R$ 5 bilhões em 2025. Essa medida surgiu como resposta ao aumento das importações durante a pandemia e as disparidades tributárias existentes.

Taxa das blusinhas arrecadou R$ 425 milhões em janeiro de 2026, representando um aumento de 25% em comparação ao ano anterior.

As associações que assinaram o manifesto consistem em um amplo leque de entidades do setor produtivo, reforçando a ideia de que essa taxa é crucial para manter a competitividade das indústrias nacionais e garantir a justiça tributária.

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