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Internacional
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Brasil rejeita extensão de pacto global sobre comércio eletrônico

Estados Unidos e aliados firmam acordo independente diante de impasse.

Tiago Abech07 de maio de 2026 às 16:10
Brasil rejeita extensão de pacto global sobre comércio eletrônico

O Brasil se posicionou contra a prorrogação de um acordo global nas recentíssimas negociações da Organização Mundial do Comércio, resultando na formação de um pacto independente por parte dos Estados Unidos e outros 18 países.

Nesta quinta-feira (7), as nações, que incluem Japão, Coreia do Sul, Cingapura e Austrália, formalizaram um acordo que visa evitar a imposição de tarifas sobre operações de comércio eletrônico.

Impasse nas Negociações

O conflito surgiu após um insucesso na última reunião de alto nível da OMC, realizada em março em Yaoundé, Camarões, onde não foi possível renovar a moratória de taxas sobre transmissões digitais, um desafio que destaca as dificuldades da OMC em estabelecer normas eficazes para o comércio global.

A moratória, em vigor desde 1998, proíbe taxas sobre serviços como streaming de músicas e downloads de softwares.

As potências econômicas, como EUA, União Europeia, Canadá e Japão, defendem a moratória como um mecanismo essencial para garantir a estabilidade e a previsibilidade do comércio digital.

Novo Acordo e Expectativas

O acordo anunciado por 19 países estabelece que não serão impostas taxas sobre transmissões eletrônicas por um prazo a ser determinado. O documento revela, no entanto, a insatisfação desse grupo com o fim da moratória global.

Além disso, o pacto convida outros países a se juntarem à iniciativa, refletindo uma busca por previsibilidade no comércio eletrônico em um cenário cada vez mais conflituoso.

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