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economia
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União Europeia impõe taxa em importações de e-commerce barato

Medida visa enfrentar concorrência desleal e aumentar fiscalização

João Pereira01 de julho de 2026 às 14:50
União Europeia impõe taxa em importações de e-commerce barato

A União Europeia tomou uma medida significativa para enfrentar a concorrência considerada desleal de varejistas online como Shein, Temu e AliExpress, ao instituir uma taxa de 3 euros para importações de baixo valor, que anteriormente eram isentas.

A partir desta quarta-feira, 1º de dezembro, essas taxas serão aplicadas a cada item importado, diferenciando-se entre produtos de tipos variados, que incorrerão em cobranças múltiplas. Isso pode aumentar os preços finais para os consumidores e alterar a dinâmica do e-commerce no continente.

Essas taxas visam normalizar a concorrência no setor varejista europeu e aumentar a segurança nas importações.

Mudanças na Isenção de Tarifas

A isenção de tarifas para encomendas de baixo valor, que existia desde 2008, permitia a importação de mercadorias de até 150 euros sem custos adicionais. Contudo, houve um aumento explosivo nas encomendas, passando de 1,4 bilhão em 2022 para uma projeção de 5,8 bilhões até 2025.

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Esse mundo de comércio tradicional não existe mais, e a isenção tem sido explorada de maneira massiva, colocando as empresas da UE em desvantagem competitiva.

Reação dos Varejistas

A medida foi mal recebida pelas plataformas, que argumentam que a cobrança pode levar a um aumento nos preços para os usuários finais. No entanto, a Comissão Europeia reafirma que os importadores arcarão com o custo, e não os consumidores diretos.

  • 1AliExpress mostrará rótulos de tarifas inclusas em seus produtos.
  • 2Amazon afirma que 97% das suas remessas na UE vêm de armazéns locais.
  • 3Shein está ampliando suas operações logísticas na Europa para evitar taxas.

A nova taxa deve permanecer até 1º de julho de 2028, quando a nova Autoridade Aduaneira da UE será inaugurada.

Contexto Adicional

Governos de outros países, como Estados Unidos e Reino Unido, já eliminaram isenções similares, enquanto o Brasil aboliu a 'taxa das blusinhas' neste ano.

Essas mudanças refletem uma tendência crescente entre as nações de ajustar suas políticas para lidar com o aumento do comércio eletrônico e as implicações que ele traz para a indústria local.

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