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economia
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Taxa de juros do rotativo atinge 428,3% e endividamento cresce

Governo Lula busca estratégias para controlar o endividamento

Giovani Ferreira27 de abril de 2026 às 09:05
Taxa de juros do rotativo atinge 428,3% e endividamento cresce

Em março, a taxa de juros do crédito rotativo do cartão atingiu 428,3% ao ano, conforme informações do Banco Central. Essa modalidade de crédito, a mais cara do setor financeiro brasileiro, teve sua utilização elevada para R$ 109,65 bilhões no primeiro trimestre de 2026.

Em comparação ao mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 9,7%, quando as concessões totalizaram R$ 99,9 bilhões. A crescente utilização dessa linha de crédito é um dos fatores que contribui para o elevado índice de endividamento da população brasileira.

Cerca de 40 milhões de brasileiros estão utilizando o rotativo do cartão de crédito, o que extrapola as dívidas mensais e agrava o cenário econômico.

Segundo o Banco Central, aproximadamente 101 milhões de brasileiros possuem cartão de crédito. O número alarmante de inadimplência nesse setor chega a 63,5%, indicando que mais de R$ 60 de cada R$ 100 emprestados deixaram de ser pagos.

Tentativas de redução do endividamento

Diante desse cenário, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva busca alternativas para mitigar os danos financeiros da população. Recentemente, ele se reuniu com o ministro da Fazenda para discutir medidas que facilitem o acesso ao crédito de forma mais saudável.

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Precisamos construir opções mais adequadas à situação do cliente

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.

Entre as propostas estão unificar dívidas de diferentes modalidades, como cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal, em uma única conta com descontos que podem variar entre 30% e 80% nos juros. Em discussão também está o uso do saldo do FGTS para reduzir dívidas, embora isso ainda não tenha sido regulamentado.

Contexto Adicional

Em um ano eleitoral, o governo enfrenta a urgência de abordar a questão do endividamento, ao mesmo tempo em que busca viabilizar soluções financeiras que possam aliviar o bolso do consumidor.

O novo modelo de crédito consignado, lançado no ano passado, já liberou mais de R$ 80 bilhões a trabalhadores do setor privado, visando diminuir a pressão das altas taxas de juros frequentemente associadas ao crédito rotativo.

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