Mercado aguarda reflexos das pesquisas eleitorais na economia e estabilidade das taxas.

As taxas dos DIs de curto prazo apresentaram variações modestas na segunda-feira (19), refletindo a cautela do mercado antes do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. A taxa do DI para janeiro de 2028 foi fixada em 12,87%, com uma queda de 5 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 12,92%.
Na ponta longa, a taxa do DI para janeiro de 2035 manteve-se praticamente estável, com pequena variação de 12,890%. O movimento de cautela é influenciado pelos resultados de novas pesquisas que indicam uma disputa acirrada entre os candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
✨ Nova pesquisa BTG/Nexus indicou uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual entre Flávio, com 46,5% das intenções de voto, e Lula, que soma 45,9%.
Além das pesquisas, o debate promovido pela Band gerou repercussões significativas no cenário político. Flávio responsabilizou Lula pelos altos níveis de endividamento da população, enquanto Lula questionou Flávio sobre a possível adoção do modelo econômico argentino. As trocas de acusações foram uma constante durante o debate, mas ambos os lados se mostraram cautelosos.
Embora Flávio esteja em vantagem nas pesquisas, a competição permanece acirrada, com potencial de vitória para ambos os candidatos. O mercado, por sua vez, observa as movimentações e ajustar as expectativas conforme os debates e resultados eleitorais se desenrolam. Na mesma tarde, o rendimento do Treasury de dez anos avançou para 5,148%, alinhando-se a um cenário global de maior apetite por ativos de risco.
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