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União Europeia adota medidas para conter impactos da crise de energia

Gastos adicionais em energia atingem US$ 28 bilhões desde o início da guerra

Giovani Ferreira23 de abril de 2026 às 10:20
União Europeia adota medidas para conter impactos da crise de energia

A União Europeia anunciou novas medidas de emergência para combater o aumento vertiginoso dos custos de energia, impactando gravemente sua economia, gastando US$ 28 bilhões a mais em importações desde o início da guerra com o Irã.

Medidas de Emergência

Durante uma coletiva na quarta-feira (22), a Comissão Europeia destacou a gravidade da situação, enfatizando que a guerra com o Irã está causando graves repercussões econômicas após a recente recuperação da crise energética gerada pela invasão da Ucrânia em 2022.

Desde o começo do conflito, a União Europeia gasta cerca de US$ 587 milhões por dia em importações de energia.

Os novos planos incluem a criação de uma entidade europeia para monitorar a escassez de combustíveis, como gás e combustível de aviação, além de coordenar a distribuição de reservas de emergência entre os estados-membros.

A Agência Internacional de Energia e a ACI Europe alertaram sobre a possibilidade de escassez de combustível de aviação nas próximas semanas, ressaltando que a Europa depende em grande parte dessas importações.

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Olivier Jankovec, diretor-geral da ACI Europe, comentou que é imprescindível suspender impostos sobre a aviação para aliviar o impacto nos preços.

Impactos Sociais e Econômicos

Os efeitos da crise energética se agravam, com a população enfrentando aumentos nos preços da gasolina e dos alimentos. A Lufthansa, uma das principais companhias aéreas da Alemanha, anunciou que cortará 20.000 voos até outubro para reduzir consumo de combustível, que dobra de preço desde o início do conflito.

Setores, como a pesca, estão sendo severamente atingidos, levando muitos pescadores a desistirem da atividade devido a lucros reduzidos por causa dos altos custos de energia e insumos.

Contexto

Em resposta aos desafios da crise energética, a Comissão Europeia ativou um mecanismo para permitir assistência financeira a pescadores e comerciantes do setor.

A BASF, gigante química da Alemanha, já está repassando a alta dos custos para os consumidores, com aumento de preços superior a 30% em alguns produtos.

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As guerras e crises iminentes estão dificultando qualquer recuperação econômica, principalmente na Alemanha, que pode enfrentar novas paralisações na produção devido à escassez de pedidos.

Economistas alertam que a Europa poderá entrar em recessão se a guerra continuar, especialmente se os cortes no fornecimento de energia persistirem.

Situação no Reino Unido

O impacto da crise também é sentido no Reino Unido, onde a inflação aumentou pela primeira vez desde dezembro, em parte devido ao aumento dos preços dos combustíveis. As despesas com alimentos e passagens aéreas também subiram significativamente.

Recentemente, o governo do Reino Unido reativou uma usina de bioetanol para garantir o fornecimento de dióxido de carbono, essencial para a indústria alimentícia, que foi afetada pela escassez de produção de fertilizantes.

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O secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, propôs soluções como a expansão de energia solar para reduzir custos e incentivar a produção local de energia.

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