Concorrência desleal da carne bovina brasileira afeta EUA
USTR aponta que trabalho forçado no Brasil prejudica exportações americanas

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) revelou que a crescente exportação de carne bovina congelada do Brasil para a China, impulsionada por práticas de trabalho forçado, está impactando negativamente o mercado americano.
O relatório destaca uma relação inversa entre as importações de produtos associados ao trabalho forçado e as exportações dos EUA, indicando que a concorrência desleal pode ter prejudicado as vendas norte-americanas no setor.
✨ Em 2025, Brasil e EUA foram responsáveis por 48% e 19% das exportações de carne bovina, respectivamente.
Além da carne bovina brasileira, o USTR também aborda as vendas de tabaco do Malawi e arroz da Birmânia em sua pesquisa. O relatório confirma que a utilização de trabalho forçado na produção de carne bovina no Brasil é amplamente reconhecida.
Entre 2015 e 2025, as exportações brasileiras de carne congelada para os países analisados pelo USTR quase dobraram, enquanto o aumento das vendas americanas foi de apenas 21%. Em 2025, o Brasil enviou quase 1,7 milhão de toneladas para a China, enquanto a participação do Brasil nas importações de carne bovina chinesa saltou de 38% em 2021 para 53% atualmente.
"A prevalência de trabalho forçado sugere que algumas importações da China foram produzidas total ou parcialmente com essa prática.
O USTR também observa que a diferença de preços entre a carne bovina brasileira e americana na China contribui para a distorção competitiva. Uma falha em aplicar regras contra o trabalho forçado no Brasil criou uma vantagem de custo para as exportações brasileiras.
Embora outros fatores, como o tamanho do rebanho bovino dos EUA, possam influenciar a dinâmica comercial, o USTR acredita que se as normas de proibição do trabalho forçado fossem igualmente rigorosas, os EUA teriam potencialmente obtido maiores vendas e receitas no mercado chinês.
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