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Educação
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Greve na UERJ: Professores Reclamam de 26% de Defasagem Salarial

Aulas suspensas em decorrência da paralisação que exige aumento e recomposição salarial.

João Pereira31 de março de 2026 às 12:00
Greve na UERJ: Professores Reclamam de 26% de Defasagem Salarial

As aulas de graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) estão paralisadas devido a uma greve que já dura quase uma semana. De acordo com a Asduerj, a associação que representa os docentes, a remuneração atual enfrenta uma defasagem de 26%.

Demandas dos Professores

A greve começou na quarta-feira (25) e continua ativa. Entre as principais reivindicações, está o aumento salarial, que deveria atender ao que determina a Lei 9436/2021, segundo o professor Leonardo Kaplan. Ele destaca que essa lei visa a recomposição de salários, como forma de mitigar a perda acumulada com a inflação nas últimas duas décadas.

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O cumprimento da Lei 9436/2021 é imperativo. Já há autorização orçamentária, só falta vontade política para que isso se concretize nas folhas de pagamento

Leonardo Kaplan.

A paralisacão afeta professores e servidores técnicos na UERJ, além dos estudantes.

Contexto Orçamentário

Em 2025, a execução orçamentária da UERJ foi de cerca de R$ 2 bilhões, contudo, a lei estadual prevê um montante de 6% da receita corrente líquida, o que poderia resultar em mais de R$ 6 bilhões para a instituição.

A situação econômica da universidade é crítica. Kaplan salienta que, apesar da criação de novos cursos e da expansão dos campi, o orçamento permanece similar ao de 2014, fato que é insustentável.

A Asduerj também expressou a necessidade de reuniões com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e a Casa Civil para discutir essas questões.

Condições de Trabalho e Aposentadoria

A defasagem salarial não afeta apenas os professores, mas também outros servidores da UERJ. Gabriel Tolstoy, um técnico do Instituto de Biologia, relata que a situação tornou-se insustentável, agravada pela falta de negociação por parte do governo estadual.

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Nunca houve diálogo real do governo com os trabalhadores. O ex-governador Cláudio Castro nos recebeu apenas uma vez, e isso não resultou em propostas

Gabriel Tolstoy.

Tolstoy menciona que metade de sua renda é comprometida apenas com o aluguel.

Condições de Trabalho

As condições estruturais e de trabalho nas instalações da UERJ indicam um cenário de crise, afetando diretamente a qualidade do ensino e o ambiente laboral.

A UERJ reconhece que há perdas salariais há muitos anos e denuncia um subfinanciamento em suas atividades. No entanto, busca diálogo para encontrar soluções viáveis.

O Governo do Estado, por sua vez, afirma estar concentrado em garantir a saúde financeira do Rio de Janeiro e que há medidas em andamento para valorizar o funcionalismo público, apesar dos desafios fiscais enfrentados atualmente.

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