Greve na UERJ: Professores Reclamam de 26% de Defasagem Salarial
Aulas suspensas em decorrência da paralisação que exige aumento e recomposição salarial.

As aulas de graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) estão paralisadas devido a uma greve que já dura quase uma semana. De acordo com a Asduerj, a associação que representa os docentes, a remuneração atual enfrenta uma defasagem de 26%.
Demandas dos Professores
A greve começou na quarta-feira (25) e continua ativa. Entre as principais reivindicações, está o aumento salarial, que deveria atender ao que determina a Lei 9436/2021, segundo o professor Leonardo Kaplan. Ele destaca que essa lei visa a recomposição de salários, como forma de mitigar a perda acumulada com a inflação nas últimas duas décadas.
"O cumprimento da Lei 9436/2021 é imperativo. Já há autorização orçamentária, só falta vontade política para que isso se concretize nas folhas de pagamento
✨ A paralisacão afeta professores e servidores técnicos na UERJ, além dos estudantes.
Contexto Orçamentário
Em 2025, a execução orçamentária da UERJ foi de cerca de R$ 2 bilhões, contudo, a lei estadual prevê um montante de 6% da receita corrente líquida, o que poderia resultar em mais de R$ 6 bilhões para a instituição.
A situação econômica da universidade é crítica. Kaplan salienta que, apesar da criação de novos cursos e da expansão dos campi, o orçamento permanece similar ao de 2014, fato que é insustentável.
A Asduerj também expressou a necessidade de reuniões com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e a Casa Civil para discutir essas questões.
Condições de Trabalho e Aposentadoria
A defasagem salarial não afeta apenas os professores, mas também outros servidores da UERJ. Gabriel Tolstoy, um técnico do Instituto de Biologia, relata que a situação tornou-se insustentável, agravada pela falta de negociação por parte do governo estadual.
"Nunca houve diálogo real do governo com os trabalhadores. O ex-governador Cláudio Castro nos recebeu apenas uma vez, e isso não resultou em propostas
✨ Tolstoy menciona que metade de sua renda é comprometida apenas com o aluguel.
Condições de Trabalho
As condições estruturais e de trabalho nas instalações da UERJ indicam um cenário de crise, afetando diretamente a qualidade do ensino e o ambiente laboral.
A UERJ reconhece que há perdas salariais há muitos anos e denuncia um subfinanciamento em suas atividades. No entanto, busca diálogo para encontrar soluções viáveis.
O Governo do Estado, por sua vez, afirma estar concentrado em garantir a saúde financeira do Rio de Janeiro e que há medidas em andamento para valorizar o funcionalismo público, apesar dos desafios fiscais enfrentados atualmente.
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João Pereira
Jornalista especializado em Educação
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