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Educação
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Greve na USP reivindica equidade e melhores salários para funcionários

Movimento inicia após aprovação de gratificação exclusiva para docentes

Carlos Silva14 de abril de 2026 às 16:20
Greve na USP reivindica equidade e melhores salários para funcionários

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) começaram, nesta terça-feira, uma greve para reivindicar melhores condições salariais e uma distribuição mais justa de benefícios entre os diferentes grupos de trabalhadores da instituição.

A greve surgiu em resposta à aprovação de uma gratificação que destina R$ 4.500 mensais a professores que apresentarem projetos em áreas consideradas estratégicas. Essa decisão, aprovada pelo Conselho Universitário em março, pode trazer impactos significativos tanto no orçamento da universidade quanto nas relações entre os funcionários.

A medida pode aumentar o salário inicial de professores em até 27,5%, enquanto a reavaliação salarial dos demais funcionários fica sem resposta.

Desigualdades Intensificadas

Os manifestantes argumentam que a gratificação aprofunda desigualdades, pois não considera cerca de 20% dos professores ativos e exclui totalmente servidores aposentados. O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) defende que a paralisação não deve criar divisões entre categorias, mas sim buscar maior isonomia.

Segundo o Sintusp, a demanda principal é a recuperação das perdas salariais desde 2012, exigindo um reajuste de 14,6%. A entidade critica a falta de diálogo da reitoria e vê a gratificação para docentes como uma estratégia para desviar o foco das negociações salariais.

Participação Estudantil

Paralelamente, os estudantes aderiram à greve, reivindicando melhorias em infraestrutura, como moradia e qualidade dos restaurantes universitários. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre da USP), pelo menos 105 cursos estão paralisados em diferentes unidades.

Os estudantes reclamam da precarização dos serviços e do aumento das denúncias relacionadas à qualidade da alimentação nos bandejões.

Na quarta-feira, uma assembleia pode formalizar a greve estudantil, com foco em questões estruturais que surgem como críticas aos serviços terceirizados desde 2016.

Respostas da Administração

Em resposta, a USP reforçou seu compromisso com a valorização de seus colaboradores e anunciou melhorias em benefícios, incluindo aumentos no auxílio-alimentação e auxílio-saúde. No entanto, a universidade também afirmou que não constatou irregularidades nas condições dos restaurantes universitários após recentes inspeções.

As denúncias sobre a qualidade da comida estão sendo tratadas por nutricionistas e pelas áreas responsáveis pelos contratos, que callaram em regularizar as situações relatadas.

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