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energia
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Aneel exige que Enel SP prove capacidade para operar em São Paulo

Diretor Sandoval Feitosa ressalta falhas recorrentes da distribuidora

Mariana Souza09 de abril de 2026 às 16:50
Aneel exige que Enel SP prove capacidade para operar em São Paulo

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, anunciou que a distribuidora Enel São Paulo precisa demonstrar sua competência para manter sua concessão na capital paulista. A declaração acontece em meio a um processo que poderá culminar na caducidade da licença da empresa.

Durante o evento Latam Energy Week, realizado no Rio de Janeiro, Feitosa destacou que a Enel enfrenta uma situação precária devido a três anos consecutivos de falhas operacionais. Ele também afirmou que a companhia não estava equipada para atender adequadamente os consumidores.

A Aneel instaurou um processo que concede à Enel um prazo de 30 dias para apresentar sua defesa.

Recentemente, a diretoria da agência propôs a caducidade da concessão da distribuidora italiana. Caso a defesa da Enel não convença, o próximo passo será enviar o caso ao Ministério de Minas e Energia, que tomará a decisão final sobre a possível perda da concessão.

Histórico de Problemas

O voto do diretor Gentil Nogueira, que apoiou a recomendação de caducidade, ressaltou problemas recorrentes, como interrupções longas no fornecimento de energia, prazos elevados para atendimentos emergenciais e falhas no planejamento de eventos climáticos extremos. O apagão de dezembro de 2025, que afetou cerca de 4,2 milhões de pessoas, foi um dos pontos críticos mencionados.

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Se tiver motivo para caducidade, a Aneel que justifique esse motivo. E não faltará coragem ao ministro para fazer a caducidade

Alexandre Silveira, Ministro de Minas e Energia

O ministro Silveira também comentou a possibilidade de uma "saída negociada" para a distribuidora, visando a melhoria dos serviços prestados, embora tenha adicionado que detalhes sobre essa solução ainda precisam ser discutidos com os executivos da Enel na Itália.

A mudança do processo na Aneel de fiscalização para um caráter punitivo impede a renovação automática do contrato da Enel em 2028.

Essa nova abordagem dificulta uma possível venda da concessão, que foi a estratégia adotada por empresas anteriores em situações similares no setor elétrico.

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