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Aneel mantém decisões em leilão de energia e rejeita apelações da J&F

Holding é impedida de reverter resultados de leilão e alega prejuízos em negociações.

Gabriel Azevedo02 de abril de 2026 às 08:45
Aneel mantém decisões em leilão de energia e rejeita apelações da J&F

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu, por meio de sua comissão de leilões, negar os recursos da J&F em questão ao leilão de capacidade realizado recentemente, com os processos sendo encaminhados para avaliação da diretoria do órgão.

Contestações da J&F

A holding, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, alegou que erros de sistema a impediram de participar de certas disputas por contratos de capacidade no setor elétrico. No entanto, a Aneel refutou essas alegações, argumentando que tal aceitação poderia acarretar um ônus adicional de aproximadamente R$4 bilhões aos consumidores ao longo de 15 anos.

"

A percepção da empresa de que poderia negociar a potência da usina Santa Cruz em categorias distintas está, na verdade, 'incorreta'

comissão da Aneel.

A empresa também não participou na validação dos dados do projeto, aceitando tacitamente as informações cadastradas.

Principais pontos abordados pela Aneel

1. Recusa de erros no sistema de negociação. 2. Afirmativa de que a J&F não estava habilitada para certos empreendimentos. 3. Rejeição à reabertura de disputa que geraria sobrecusto.

Na questão da usina Santa Cruz, a Aneel esclareceu que não houve a habilitação de dois empreendimentos separados, mas apenas um. Em relação ao Araucária II, a alegação de que era um novo projeto foi rechaçada, uma vez que essa classificação foi uma escolha da própria J&F durante a inscrição.

A agência também decidiu não permitir que a J&F participasse do leilão de 2028 como um novo empreendimento, citando que isso comprometeria a integridade do processo licitatório e poderia resultar em custos altos aos consumidores.

Envolvidas na disputa, outras grandes geradoras como Petrobras e Eneva se manifestaram a favor da decisão da Aneel, enfatizando que alterar o resultado do leilão traria riscos à segurança jurídica e à estabilidade do sistema elétrico.

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