Nova medida do CNPE visa impulsionar a produção e reduzir dependência de combustíveis fósseis.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu, nesta terça-feira (14), aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, o que pode resultar em um crescimento de 6,6% no uso do biocombustível, segundo projeções da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio).
O presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha, destacou que essa elevação corresponde a uma oferta adicional de entre 900 milhões e 1,05 bilhão de litros no mercado. Ele também afirmou que não há previsão de problemas técnicos relacionados ao aumento da mistura.
✨ Cunha assegurou que os estudos prévios estão em conformidade com a lei 14.993 de 2024, permitindo adições de até 35% de etanol na gasolina.
Para a safra 2026/27, a previsão é que o mercado de anidro atinja 15,7 bilhões de litros, representando 37% da produção total do biocombustível. Essa mudança é vista como uma oportunidade significativa para aumentar a demanda na produção do Nordeste, estimada em cerca de 2,5 bilhões de litros anuais.
Cunha também enfatizou que a diminuição do percentual de gasolina na mistura, de 70% para 68%, pode trazer efeitos desinflacionários, ajudando a controlar os preços do combustível fóssil, que atualmente se encontram elevados.
Além dos benefícios econômicos, o aumento da mistura de etanol visa reduzir a dependência do Brasil em relação à importação de gasolina. Com essa mudança, a utilização de etanol anidro deve diminuir a necessidade de combustível fóssil, especialmente em tempos de pressão nos preços do petróleo.
"Cunha destacou os ganhos ambientais proporcionados pela redução das emissões de gases que contribuem para as mudanças climáticas.
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Jornalista especializado em Energia

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