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energia
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Aumento do etanol na gasolina pode elevar uso em 6,6%

Nova medida do CNPE visa impulsionar a produção e reduzir dependência de combustíveis fósseis.

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 19:20
Aumento do etanol na gasolina pode elevar uso em 6,6%

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu, nesta terça-feira (14), aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, o que pode resultar em um crescimento de 6,6% no uso do biocombustível, segundo projeções da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio).

O presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha, destacou que essa elevação corresponde a uma oferta adicional de entre 900 milhões e 1,05 bilhão de litros no mercado. Ele também afirmou que não há previsão de problemas técnicos relacionados ao aumento da mistura.

Cunha assegurou que os estudos prévios estão em conformidade com a lei 14.993 de 2024, permitindo adições de até 35% de etanol na gasolina.

Para a safra 2026/27, a previsão é que o mercado de anidro atinja 15,7 bilhões de litros, representando 37% da produção total do biocombustível. Essa mudança é vista como uma oportunidade significativa para aumentar a demanda na produção do Nordeste, estimada em cerca de 2,5 bilhões de litros anuais.

Cunha também enfatizou que a diminuição do percentual de gasolina na mistura, de 70% para 68%, pode trazer efeitos desinflacionários, ajudando a controlar os preços do combustível fóssil, que atualmente se encontram elevados.

Além dos benefícios econômicos, o aumento da mistura de etanol visa reduzir a dependência do Brasil em relação à importação de gasolina. Com essa mudança, a utilização de etanol anidro deve diminuir a necessidade de combustível fóssil, especialmente em tempos de pressão nos preços do petróleo.

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Cunha destacou os ganhos ambientais proporcionados pela redução das emissões de gases que contribuem para as mudanças climáticas.

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