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política
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Governo federal eleva mistura de etanol na gasolina para 32%

Mudança visa fortalecer a cadeia sucroenergética e a produção de energia renovável

Gabriel Rodrigues03 de julho de 2026 às 16:50
Governo federal eleva mistura de etanol na gasolina para 32%

O governo federal planeja aprovar na próxima semana um aumento na mistura de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32%, como anunciou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Este movimento é parte da estratégia nacional de transição energética e busca fortalecer a cadeia produtiva do setor sucroenergético e a produção de etanol derivado do milho.

Silveira destacou que a pauta está em discussão para a próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e considera esta mudança um passo importante em direção à implementação da Lei do Combustível do Futuro, que permite uma mistura de até 35% de etanol, desde que comprovadas as condições de segurança para os veículos.

A ampliação do uso de biocombustíveis não só fortalece o agronegócio, mas também incentiva a produção nacional de energia renovável.

O aumento na mistura de etanol também é visto como uma maneira de criar um ciclo econômico positivo, estimulando tanto a energia quanto a produção de alimentos, afinal, o etanol de milho contribui com coprodutos valiosos na nutrição animal, que já estão sendo exportados pelo Brasil.

Avanços no biodiesel

Além do etanol, o governo planeja também aumentar o percentual obrigatório de biodiesel no diesel. No entanto, essa mudança está condicionada a estudios técnicos sobre a performance e segurança dos motores a diesel.

Silveira enfatizou que todas as mudanças serão discutidas em conjunto com a indústria automobilística e outras partes interessadas para assegurar a segurança técnica dos consumidores.

Retirada de subsídios

O ministro também comentou sobre a decisão de retirar gradualmente os subsídios temporários concedidos aos combustíveis, que foram implementados durante os altos preços do petróleo relacionados ao conflito entre os EUA e o Irã. Essa retirada gradual será feita para evitar que as variações no preço internacional afetem drasticamente os brasileiros.

Com a recente queda no preço do petróleo Brent, o governo acredita que as refinarias devem acompanhar essa tendência, refletindo a diminuição dos custos para os consumidores nas bombas de gasolina e diesel.

Silveira concluiu afirmando que o Brasil se saiu menos afetado por crises externas devido à sua forte matriz energética diversificada, que inclui uma significativa utilização de biocombustíveis.

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