Brasil enfrenta riscos crescentes de apagões no SIN
A estabilidade do sistema elétrico é ameaçada por escassez de reservas.

O Brasil se encontra em um cenário delicado com seu Sistema Interligado Nacional (SIN), que, embora festeje avanços na transição energética com a ampliação das fontes solar e eólica, enfrenta um estresse alarmante em sua infraestrutura. Alertas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicam que a nação corre um risco real de apagões em grande escala.
O problema não reside na falta de energia, mas na crítica escassez de reserva de capacidade para lidar com os picos de consumo. Entre 18h e 21h, o fenômeno conhecido como 'rampa de carga' ocorre quando a produção solar se extingue com o pôr do sol, enquanto milhões de brasileiros retornam para casa, acionando chuveiros e aparelhos elétricos.
O desafio do ONS é injetar entre 25 GW e 40 GW de potência firme rapidamente, utilizando grandes hidrelétricas e termelétricas durante esses picos. Essa operação tem se mostrado cada vez mais crítica, especialmente em dias úteis de verão, onde a pressão no sistema elétrico é maior.
✨ Eventos recentes destacam a vulnerabilidade do sistema, como o desfecho de agosto de 2023, onde a desconexão automática de milhares de megawatts no Nordeste ocorreu devido à baixa reserva de potência.
Entre os sérios incidentes que foram notificados estão as falhas que levaram ao acionamento de usinas térmicas em momentos de extrema necessidade. O incêndio na Subestação de Bateias, em outubro de 2025, é um exemplo das medidas emergenciais adoptadas para evitar um apagão total.
A resistência à construção de novos grandes projetos hidrelétricos, especialmente na Amazônia, devido a pressões ambientais, impede o aumento do sistema elétrico. Sem essas adições, a única alternativa viável para aumentar as reservas de energia é via termelétricas.
Com o leilão de Reserva de Capacidade, que será mantido apesar das contestações legais, busca-se garantir um planejamento na expansão da energia, crucial para evitar danos em larga escala no futuro próximo, especialmente com a previsão de aumento na demanda por energia até 2028.
Sem ações concretas e inversões em infraestrutura nos próximos anos, o Brasil se dirige para uma situação de risco elevado, onde faltas de energia podem se tornar uma realidade frequente, representando uma ameaça à estabilidade do sistema elétrico nacional.
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