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energia
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ONS implementa plano de gestão para excesso de energia em Noronha

Ação visa equilibrar oferta e demanda de energia na rede

Gabriel Azevedo07 de junho de 2026 às 17:50
ONS implementa plano de gestão para excesso de energia em Noronha

Neste domingo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) destacou a instalação de 4.800 placas solares em Noronha enquanto implementou um plano para corrigir o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de energia, evitando assim instabilidades na rede.

Entre as 10h e 14h da manhã, a medida, que objetivou reduzir em 1.000 MW a energia excedente, foi considerada um sucesso, especialmente em razão da elevada geração de energia distribuída, principalmente de fontes solares, coincidente com a baixa demanda provocada pelo feriado prolongado.

Operadores mantiveram a comunicação constante para gerir o sistema elétrico de forma segura.

As distribuidoras ajustaram sua geração conforme orientações do ONS, que também tomou medidas complementares para controlar a quantidade de energia em circulação. De acordo com nota oficial, o ONS coordenou todas as ações em parceria com os agentes do setor, garantindo assim uma operação eficiente.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) confirmou que os cortes realizados por suas associadas seguiram as diretrizes do ONS. A associação declarou que ainda realizará uma avaliação técnica para compreender os impactos e resultados do acionamento deste plano emergencial.

Sobre o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes

Implementado no ano anterior, o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes foi criado em resposta ao risco de colapso no sistema elétrico devido à superprodução de energia renovável em momentos de baixa demanda, como feriados e fins de semana. O plano estabelece protocolos para controlar essa oferta e assegurar a operação segura do sistema.

Usinas Tipo III

O plano foca em usinas Tipo III, que englobam pequenas centrais hidrelétricas e usinas de biomassa, as quais, apesar de não estarem sob a supervisão do ONS, têm impacto no equilíbrio do sistema elétrico.

Em 2025, dois casos de desequilíbrio foram registrados em domingos, períodos em que o consumo de energia tende a ser inferior. Em um dos episódios, ocorrido em 10 de agosto, a geração solar correspondeu a 37,6% da demanda elétrica nacional, obrigando o ONS a realizar cortes significativos na produção de hidrelétricas e termelétricas.

Atualmente, conforme a regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 12 distribuidoras estão credenciadas a executar os cortes necessários, reunindo cerca de 80% da capacidade das usinas Tipo III do Brasil. Outras distribuidoras devem ser integradas em uma fase futura do plano.

A Aneel também exige que o ONS apresente um relatório detalhado em até 30 dias após o desencadeamento do plano, descrevendo as condições que levaram à ação e os resultados obtidos.

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