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energia
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CNPE aprova suspensão de dívidas da Usina Nuclear Angra 3

Medida busca viabilizar a retomada do projeto em meio a custos elevados

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 11:20
CNPE aprova suspensão de dívidas da Usina Nuclear Angra 3

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reconheceu na manhã de terça-feira (14) o interesse público na suspensão dos pagamentos das dívidas da usina nuclear Angra 3. Essa decisão foi uma resposta ao pedido da Eletronuclear para que o BNDES e a Caixa Econômica Federal avaliassem a viabilidade de pausar temporariamente essas obrigações financeiras.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida se alinha ao artigo 10, § 3º, da Lei nº 14.120/2021, que confere ao CNPE autoridade para avaliar pedidos dessa natureza, visando a política energética nacional. Essa resolução também assegura que futuras deliberações sobre o projeto ainda possam ocorrer.

Angra 3 enfrenta desafios significativos em sua conclusão, com custos elevados que tornam a obra ainda mais complexa.

Contexto Histórico

A construção da usina Angra 3 começou na década de 1980, mas o projeto foi interrompido por vários anos. Em 2019, a Eletronuclear contratou o BNDES para revisar o modelo financeiro e técnico da obra, cujo resultado foi finalizado em setembro de 2024.

De acordo com o estudo do BNDES, o investimento necessário para finalizar Angra 3 é de R$ 23 bilhões, enquanto desistir do projeto custaria R$ 21 bilhões. Este dado aponta para um dilema: o custo para concluir a obra é praticamente equivalente ao custo para abandoná-la. Além disso, outro obstáculo à retomada das atividades é o elevado preço da energia elétrica prevista para ser gerada pela usina.

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