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Eletronuclear propõe soluções para armazenamento de rejeitos radioativos

Medidas visam manter operações das usinas durante atraso no projeto Centena

Ricardo Alves03 de junho de 2026 às 10:45
Eletronuclear propõe soluções para armazenamento de rejeitos radioativos

A Eletronuclear apresentou propostas à ANSN, visando a otimização e possível ampliação da capacidade de armazenamento dos rejeitos radioativos gerados nas usinas de Angra dos Reis. As sugestões foram discutidas em reunião na terça-feira (2).

A análise das propostas ficará a cargo da Diretoria de Instalações Radiativas e Controle da ANSN, que avaliará as alternativas sem a necessidade de alterar a estrutura das normas existentes. Entretanto, implementar essas soluções exigirá rigorosas análises de segurança e possíveis ajustes nas operações e processos de licenciamento.

Atrasos no projeto Centena aumentam a pressão sobre as operações das usinas nucleares.

De acordo com a ANSN, as propostas visam assegurar que o gerenciamento seguro dos rejeitos seja mantido enquanto o projeto Centena, destinado a acolher essas substâncias de forma definitiva, continua sem um cronograma claro. Essa iniciativa da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) está em discussão há mais de dez anos, mas ainda carece de um projeto executivo finalizado e de licenciamento iniciado.

A ausência de um local definitivo para o armazenamento dos rejeitos pode levar a uma interrupção das atividades nas usinas Angra 1 e Angra 2 nos próximos anos. Atualmente, a Eletronuclear armazena os rejeitos em galpões ao lado dos reatores, conhecidos como CGR (Central de Gerenciamento de Rejeitos), que têm uma capacidade total estimada em 3.500 metros cúbicos, prestes a atingir seu limite entre 2030 e 2031.

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