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Equinor investe R$ 17,2 milhões em biometano de resíduos agrícolas

A união de esforços entre Equinor e Embrapii visa desenvolver biocombustíveis sustentáveis na indústria do etanol.

Acro Rodrigues28 de maio de 2026 às 17:40
Equinor investe R$ 17,2 milhões em biometano de resíduos agrícolas

A Equinor anunciou um investimento significativo de R$ 17,2 milhões em um novo projeto de pesquisa para a produção de biometano, utilizando resíduos da cana-de-açúcar provenientes da indústria do etanol na Região Sudeste do Brasil.

A iniciativa, que contará com a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e seu aporte de R$ 9,2 milhões, terá uma duração de 42 meses.

Iniciativa Res2Bio e seus Objetivos

Denominado Res2Bio, sigla para 'Residues to Biomethane', o projeto se concentrará na análise do potencial energético de subprodutos da cana, como bagaço, palha e vinhaça, visando aumentar a produção de biometano.

Entre as etapas do projeto, estão o estudo de diferentes métodos de pré-tratamento dos resíduos, a combinação de materiais para otimizar a geração de biogás e a melhoria do processo de purificação, garantindo que o metano atenda aos padrões do mercado.

O biometano representa uma alternativa sustentável ao gás fóssil e minimiza a necessidade de modificação na infraestrutura já existente.

Participam do projeto o Centro Paulista de Estudos em Biogás e Bioprodutos (CP2B) da Unicamp e o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) do CNPEM, com apoio de universidades norueguesas.

Para a agroindústria canavieira, essa pesquisa pode aumentar a utilização econômica dos resíduos do etanol, promovendo sinergia entre o setor agrícola, industrial e energético. A diretora de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Equinor, Andrea Achoa, ressaltou que o projeto poderá trazer valor tanto para o país quanto para o meio acadêmico.

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A conversão de resíduos orgânicos pode ajudar a reduzir as emissões de metano associadas à decomposição desses materiais

Andrea Achoa

Embora o projeto ainda esteja em fase de pesquisa e desenvolvimento, os resultados esperados durante os 42 meses podem indicar a viabilidade técnica do uso ampliado desses resíduos na cadeia de biocombustíveis.

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