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energia
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Etanol cresce no Brasil com aumento de produção e queda da gasolina

A competitividade do etanol supera a gasolina impulsionada pela safra recorde

Carlos Silva29 de junho de 2026 às 10:15
Etanol cresce no Brasil com aumento de produção e queda da gasolina

O mercado nacional de combustíveis está em um cenário favorável para o etanol, com previsões de aumento na produção. O biocombustível, que já se mostra mais competitivo em relação à gasolina, deve ganhar ainda mais espaço nas usinas e postos de combustíveis.

Desde o início do conflito geopolítico que afeta o setor energético global, os preços do etanol têm se comportado de forma inversa aos da gasolina. Enquanto a gasolina subiu 5,4% para o consumidor, o etanol teve uma queda significativa de 24% nas usinas e de 11% nas bombas, tornando-se uma opção mais econômica para os brasileiros.

Atualmente, a paridade do etanol em relação à gasolina gira em torno de 60% nos principais mercados.

Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil, ressalta que os preços competitivos do etanol favorecem um aumento na demanda. 'Teremos uma oferta recorde, o que naturalmente exige preços mais competitivos para ampliar o consumo', afirma, indicando uma perspectiva positiva para o mercado.

Contexto

Novas plantas industriais em operação devem acrescentar mais de 2 bilhões de litros à oferta nacional de etanol, reforçando a oferta do combustível no mercado interno.

O fortalecimento do etanol não apenas melhora a segurança energética do Brasil, mas também pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Segundo Ono, cada 100 litros de combustível consumido contêm mais de 50 litros de etanol, indicando que essa dependência é inferior a 50%.

Além disso, a possível aprovação da mistura E32, que eleva para 32% a participação do etanol anidro na gasolina, poderá gerar uma demanda adicional entre 600 milhões e 1 bilhão de litros de etanol por ano. Isso não apenas fortalece a cadeia produtiva, mas também reduz a necessidade de importação de gasolina.

Assim, a ampliação da mistura contribuirá para manter o combustível acessível ao consumidor e impactará positivamente a balança comercial brasileira, conforme a avaliação de Ono.

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