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agricultura
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Etanol de milho posiciona Brasil como jogador-chave na segurança alimentar

Expansão da produção pode fortalecer a economia e o setor energético

João Pereira18 de junho de 2026 às 12:50
A
Etanol de milho posiciona Brasil como jogador-chave na segurança alimentar

O etanol de milho e seus coprodutos podem potencializar o Brasil em um papel mais relevante na segurança alimentar e energética global, conforme destacou Andrea Verissimo, diretora da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), durante o Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026) em Campo Grande (MS).

Avanços na produção de etanol de milho

Andrea apresentou que a produção de etanol vai além do biocombustível, incluindo coprodutos valiosos como o DDG e DDGS, essenciais para a alimentação animal e para a promoção de uma pecuária mais sustentável. "O DDG representa a bioeconomia em ação, oferecendo um combustível renovável e um alimento nutritivo para a produção de proteínas", afirmou.

✨ O uso de coprodutos pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa na produção de carne no Brasil.

A diretora também mencionou o uso do óleo de milho extraído para a geração de SAF (combustível sustentável de aviação), destacando o papel do setor na redução da pegada de carbono do transporte.

Protagonismo brasileiro no setor

O modelo de produção de etanol de milho brasileiro, que se diferencia do norte-americano, utiliza predominantemente milho da segunda safra, resultando em uma menor pegada de carbono. Atualmente, o Brasil opera 29 biorrefinarias, enquanto 13 estão em construção e 14 estão projetadas, mostrando um crescimento acelerado na indústria.

Verissimo também mencionou iniciativas para diversificar a produção de etanol, incluindo o uso de sorgo no Nordeste e trigo no Sul, além do potencial do arroz, semelhante ao modelo indiano.

✨ Expansão da bioeconomia é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio.

O papel do etanol na segurança alimentar e energética

A produção de etanol e seus coprodutos permite ao Brasil atender à demanda tanto de alimentos quanto de energia, tanto localmente quanto no exterior. A crescente procura da China por DDG brasileiro demonstra essa tendência, especialmente em setores como aviação e transporte marítimo, onde o biocombustível será cada vez mais necessário.

A diretora enfatizou que a recente crise no Estreito de Ormuz ilustrou a importância da energia renovável nacional, destacando que sua matriz diversificada ajudou o Brasil a minimizar os impactos, mostrando que o biocombustível é uma solução vital em tempos de crise.

"

Os biocombustíveis podem colaborar para a paz no mundo

— Andrea Verissimo.

Andrea concluiu sua apresentação ressaltando a expectativa de que o setor dobre sua produção na próxima década, reforçando o Brasil não apenas como um consumidor, mas como um ativo produtor de energia renovável.

João Pereira

Jornalista especializado em agricultura com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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João Pereira

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