Etanol de milho posiciona Brasil como jogador-chave na segurança alimentar
Expansão da produção pode fortalecer a economia e o setor energético

O etanol de milho e seus coprodutos podem potencializar o Brasil em um papel mais relevante na segurança alimentar e energética global, conforme destacou Andrea Verissimo, diretora da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), durante o Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026) em Campo Grande (MS).
Avanços na produção de etanol de milho
Andrea apresentou que a produção de etanol vai além do biocombustível, incluindo coprodutos valiosos como o DDG e DDGS, essenciais para a alimentação animal e para a promoção de uma pecuária mais sustentável. "O DDG representa a bioeconomia em ação, oferecendo um combustível renovável e um alimento nutritivo para a produção de proteínas", afirmou.
✨ O uso de coprodutos pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa na produção de carne no Brasil.
A diretora também mencionou o uso do óleo de milho extraído para a geração de SAF (combustível sustentável de aviação), destacando o papel do setor na redução da pegada de carbono do transporte.
Protagonismo brasileiro no setor
O modelo de produção de etanol de milho brasileiro, que se diferencia do norte-americano, utiliza predominantemente milho da segunda safra, resultando em uma menor pegada de carbono. Atualmente, o Brasil opera 29 biorrefinarias, enquanto 13 estão em construção e 14 estão projetadas, mostrando um crescimento acelerado na indústria.
Verissimo também mencionou iniciativas para diversificar a produção de etanol, incluindo o uso de sorgo no Nordeste e trigo no Sul, além do potencial do arroz, semelhante ao modelo indiano.
✨ Expansão da bioeconomia é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio.
O papel do etanol na segurança alimentar e energética
A produção de etanol e seus coprodutos permite ao Brasil atender à demanda tanto de alimentos quanto de energia, tanto localmente quanto no exterior. A crescente procura da China por DDG brasileiro demonstra essa tendência, especialmente em setores como aviação e transporte marítimo, onde o biocombustível será cada vez mais necessário.
A diretora enfatizou que a recente crise no Estreito de Ormuz ilustrou a importância da energia renovável nacional, destacando que sua matriz diversificada ajudou o Brasil a minimizar os impactos, mostrando que o biocombustível é uma solução vital em tempos de crise.
"Os biocombustíveis podem colaborar para a paz no mundo
Andrea concluiu sua apresentação ressaltando a expectativa de que o setor dobre sua produção na próxima década, reforçando o Brasil não apenas como um consumidor, mas como um ativo produtor de energia renovável.
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