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economia
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Aumento do etanol na gasolina gera controvérsias sobre impacto nos veículos

Críticas surgem após aprovação de mistura de 32% de etanol.

Gabriel Rodrigues04 de agosto de 2026 às 06:35
Aumento do etanol na gasolina gera controvérsias sobre impacto nos veículos

Após a aprovação do incremento do teor de etanol na gasolina de 30% para 32%, críticos afirmam que a alteração poderá afetar negativamente o desempenho dos veículos e aumentar o desgaste das peças. Essa mudança levanta questões sobre a veracidade dessas preocupações.

É relevante mencionar que a maioria da frota de veículos no Brasil, cerca de 80%, é composta por modelos flex, que podem operar tanto com gasolina quanto com etanol. Apenas 20% são veículos que utilizam exclusivamente gasolina, geralmente importados.

Frota flex representa aproximadamente 80% dos veículos leves no Brasil.

Até 31 de julho, a gasolina continha uma mistura de 30% de etanol, e desde 1 de agosto, o teor foi elevado temporariamente para 32%, com a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) válida por 180 dias. Essa mudança foi respaldada por testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), a fim de validar a capacidade dos veículos que utilizam somente gasolina.

Resultados dos testes do IMT

O IMT conduziu diversos testes comparando os combustíveis com 27% e 32% de etanol, avaliando fatores como a relação ar/combustível, desempenho de partidas em climas frios e quente, e as emissões gasosas. O IMT não observou alterações perceptíveis na eficiência da combustão e garantiu que ajustes necessários foram realizados pelo software de gestão dos motores.

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“Não houve alteração sistemática perceptível no comportamento dos parâmetros de ajuste da razão ar/combustível”

IMT.

Nos testes de aceleração a frio e estabilidade de marcha lenta, a elevação do teor de etanol não prejudicou o desempenho, mesmo em veículos mais velhos. Há também um reconhecimento de pequenas diferenças estatísticas no desempenho entre E27 e E32, mas consideradas irrelevantes.

IMT afirma que não há impactos consideráveis nos veículos com a nova mistura.

Além disso, o IMT comparou as emissões e a autonomia entre os combustíveis, mas somente a diferença entre E27 e E30 foi divulgada, indicando que não houve impacto significativo que comprometa o funcionamento.

Margens de Tolerância e Justificativa

Os testes seguiram um protocolo aprovado pelo governo, prevendo margens de tolerância na mistura. O CNPE destacou que a nova margem seria de apenas um ponto percentual, distinta da margem anterior de dois pontos percentuais aplicada à mistura E30, indicando uma precisão maior nas análises.

O aumento do teor de etanol visa reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, com a estimativa de que essa mudança possa diminuir a importação de gasolina em até 1 bilhão de litros por ano. Isso ocorre em um momento de alta do petróleo e custo elevado da gasolina.

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