Setor elétrico pede revisão de parâmetro para reduzir custos
Entidades solicitam mudanças em modelo de risco para evitar despesas extras

No dia 13 de dezembro, associações de consumidores, comercializadoras e agentes de geração irão apresentar ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) uma proposta para reduzir o parâmetro de aversão ao risco nos modelos do setor elétrico. A manutenção do atual modelo pode resultar em um acréscimo de R$ 5,4 bilhões nos custos com a geração de energia termelétrica.
As entidades envolvidas incluem a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e a Associação Nacional dos Consumidores de Energia, entre outras, que formalizaram o pedido em um manifesto. As associações argumentam que a proposta busca uma revisão do parâmetro conhecido como Conditional Value-at-Risk (CVaR), utilizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para simular cenários hidrológicos em longo prazo.
✨ Atualmente, os parâmetros em uso já somam R$ 51,6 bilhões em custos de geração termelétrica, visando garantir o fornecimento em situações de escassez hídrica.
A mudança implementada no modelo para o parâmetro "15/40" aumentou a probabilidade de escassez hídrica de 30% para 40%, o que elevou consideravelmente a aversão ao risco e, consequentemente, os custos de contratação e despacho térmico. As entidades alegam que o incremento adicional de R$ 5,4 bilhões não encontra respaldo técnico ou econômico coerente em relação ao benefício marginal esperado para a segurança energética.
Contexto
O parâmetro Conditional Value-at-Risk (CVaR) serve como um indicador da certeza quanto à segurança no fornecimento de energia, influenciando decisões críticas sobre a operação de usinas e a formação de preços.
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