Tendências da transição energética destacam desafios até 2060
Diretor da S&P Global apresenta desafios de segurança energética

Durante a palestra na São Paulo Innovation Week, realizada nesta quinta-feira (14), o diretor da S&P Global, Felipe Perez, destacou que a transição energética mundial requer não apenas a troca de fontes energéticas, mas também um aumento significativo da oferta total de energia.
Ele observou que a elevação nos níveis de eletrificação, a crescente adoção de inteligência artificial e as tensões geopolíticas intensificam os desafios de segurança energética nas próximas décadas.
Cenário Atual e Futuro da Energia
No painel que abordou segurança energética e aspectos geopolíticos, Perez enfatizou que as fontes renováveis, como solar e eólica, precisam expandir sua capacidade instalada, embora atualmente não sejam suficientes para satisfazer a demanda projetada pelo crescimento da população e das economias.
✨ A transição energética é acompanhada de uma "adição energética", conforme a necessidade de aumentar a oferta disponível.
Baseado em um estudo da S&P Global, o executivo previu que, em 2060, o mundo ainda terá que contar com combustíveis fósseis, necessitando adicionar mais de 30 milhões de barris diários de petróleo de reservas ainda não descobertas para atender à demanda.
Riscos e Oportunidades no Setor Energético
Perez também ressaltou que, ao longo do último século, a proporção dos combustíveis fósseis na matriz energética global se manteve entre 75% e 80%. A S&P Global ainda trouxe à tona riscos logísticos e geopolíticos associados ao transporte de petróleo, citando o Estreito de Ormuz como um exemplo notável de vulnerabilidade nessa cadeia.
Sua apresentação delineou que, para o ano de 2035, a Arábia Saudita, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Cazaquistão, Brasil, Guiana e Venezuela estão entre os principais exportadores, enquanto os importadores incluem China, Índia, EUA, Coreia do Sul, Japão e Alemanha.
Demandas da Mineração e o Futuro dos Recursos Naturais
Na esfera da mineração, Perez indicou que a eletrificação deverá aumentar a necessidade de insumos básicos, com a produção de cobre necessitando crescer 40% até 2040, atingindo 42,3 milhões de toneladas.
Ele também alertou para a concentração do refino e da mineração de minerais críticos na China, considerando essa situação estratégica para tecnologias emergentes e segurança nacional.
✨ A expansão da oferta energética vai depender de novas fontes, da manutenção de produtos fósseis e da maior produção mineral.
Diante desse panorama, questões relacionadas à segurança do suprimento, logística internacional e diversificação de fornecedores permanecerão centrais nas discussões sobre energia.
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