Derrota moral no Couto Pereira: time chegou a abrir 3 a 1, sofreu o empate nos acréscimos, Odair critica condições e o Furacão vai para a Data Fifa no G4

O Athletico-PR sofreu um empate amargo por 3 a 3 contra o Coritiba, na noite de sexta-feira (11 de setembro de 2026), no Estádio Couto Pereira, em jogo válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe rubro-negra saiu na frente, chegou a abrir 3 a 1, mas cedeu o empate nos acréscimos em uma partida marcada por chuva intensa e muita emoção — resultado que manteve o time momentaneamente no G4, mas deixou um gosto ruim para a sequência.
Com o gramado encharcado, o clássico teve reviravoltas: o Athletico construiu vantagem de 3 a 1, mas no fim da partida o Coritiba buscou a reação e igualou o placar. O confronto ainda teve uma expulsão do Coritiba no primeiro tempo por intervenção do VAR (aplicação do que ficou conhecido como 'Lei Vini Jr.'), e momentos de jogo interrompido pela dificuldade de rolar da bola. A distribuição dos gols e as circunstâncias do final transformaram o empate em um resultado extremamente frustrante para o Furacão.
✨ Após o empate, o Athletico-PR segue na terceira posição do Brasileirão, com 46 pontos.
O técnico Odair Hellmann declarou frustração com o empate e criticou a manutenção do clássico nas condições de chuva intensa, afirmando que 'não teve futebol' e ressaltando que os seis gols saíram de bola parada — um dado que sinaliza vulnerabilidade nas situações de bola parada tanto ofensiva quanto defensivamente. Ele também ponderou sobre decisões da arbitragem e comportamento em campo, e lembrou que a responsabilidade por erros técnicos passa por sua função como treinador.
""Não teve futebol"
Athletico-PR x Bahia — 20 de setembro de 2026, Arena da Baixada — Campeonato Brasileiro (rodada 28) — 19h30 (horário de Brasília).
O empate chega em momento sensível: o Athletico parte para a pausa da Data Fifa buscando recuperar ritmo e postura. A equipe soma três partidas sem vitória no Brasileiro, e o confronto com o Bahia, em casa, assume importância direta para a manutenção do G4 antes do intervalo internacional.
No plano tático, o Athletico alternou momentos de verticalidade e pressão alta com dificuldades para controlar espaços nas transições. A equipe criou oportunidades, mas renovou a dependência de bolas paradas para resolver partidas — uma faca de dois gumes quando o adversário também explora essa via. Na defesa, a recomposição na linha média foi testada nas bolas alçadas e nos rebotes; ofensivamente, a movimentação dos atacantes gerou desgaste, mas faltou maior precisão nas ações que rompem a última linha adversária em situações de jogo jogado.
Do ponto de vista de comissão técnica, as prioridades para a pausa são claras: ajustar marcação em cobranças laterais/escanteios, trabalhar soluções para jogos em condições adversas e recuperar a confiança coletiva. Para o torcedor, o saldo é de preocupação pela entrega desperdiçada e de alívio calculado por seguir dentro da zona de classificação para a Libertadores.
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Jornalista especializado em Esportes

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