Derrotas para Internacional e Remo deixaram o time em 11º lugar com 39 pontos; Tite cobra mais competitividade antes do duelo com o Atlético-MG.

Botafogo vive um momento de preocupação após registrar duas derrotas seguidas nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. O time foi goleado pelo Internacional por 3 a 0 no Beira-Rio, em 24 de outubro de 2026.
Na sequência, o Alvinegro perdeu por 2 a 1 para o Remo, em Belém, na 33ª rodada, resultado que manteve o clube estacionado nos 39 pontos.
Com os resultados, o Botafogo ocupa, neste momento, a 11ª colocação do Brasileirão, com 39 pontos em 33 jogos — posição que coloca a equipe em zona de conforto relativa, mas com margem curta diante da reta final.
A chegada de Tite, efetivada em meados de setembro, trouxe expectativa de estabilidade, mas os números recentes mostram dificuldades práticas na transição tática e na regularidade de resultados. O próprio treinador reconheceu problemas na competitividade da equipe e fez uma avaliação crítica após as partidas.
"“Nós estivemos muito abaixo daquilo que a gente pode render.”
✨ Dois resultados negativos consecutivos e queda de rendimento colocam pressão sobre o elenco a menos de um mês do término da competição.
O Botafogo enfrenta o Atlético-MG em 04/11/2026, às 21h30, pelo Brasileirão (Estádio Olímpico Nilton Santos).
Além dos resultados, a comissão técnica precisou lidar com desfalques: o volante Danilo deixou o jogo contra o Internacional com desconforto muscular e não viajou para o duelo em Belém — a ausência foi sentida no setor de meio-campo. A expectativa oficial do clube é preservar o jogador e recuperá-lo para as próximas partidas, caso a evolução seja positiva.
O Botafogo tem oscilado entre tentativas de controle da posse e dificuldade em transformar circulação em finalizações efetivas. Contra o Internacional a equipe foi dominada nos setores fundamentais — compactação entre linhas e intensidade nas disputas — e, em Belém, teve problemas para reagir depois do gol cedo do adversário. Em linhas gerais, o time precisa elevar a agressividade na recomposição e melhorar a criação em aproximação entre meio e ataque; sem isso, a dependência de ações isoladas tende a expor fragilidades defensivas na reta final.
O saldo é que a equipe chega a uma semana decisiva: somar pontos em casa contra adversários de qualidade passa a ser obrigação para manter qualquer ambição de acesso a vagas continentais e evitar que a pressão cresça. A diretoria e a comissão técnica terão pouco tempo para ajustar detalhes físicos e táticos; a rotação de jogadores e a recuperação de peças como Danilo serão determinantes para as opções de Tite.
O que observar nos próximos dias: a escalação titular contra o Atlético-MG, o nível de intensidade e recomposição do meio-campo, e se o Botafogo conseguirá reagir com uma versão mais competitiva e vertical do seu jogo — aspectos apontados pelo próprio treinador nas entrevistas pós-jogo. Em campo, os próximos resultados dirão se a equipe entra numa fase de ajuste ou se a pressão por mudanças aumentará nas últimas rodadas.
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Jornalista especializado em Esportes

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