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Copa do Mundo enfrenta riscos meteorológicos extremos em 2026

Cientistas alertam sobre calor intenso durante o torneio na América do Norte

Gabriel Rodrigues14 de maio de 2026 às 14:50
Copa do Mundo enfrenta riscos meteorológicos extremos em 2026

Cientistas expressaram preocupações à FIFA sobre as condições de calor e umidade que poderão impactar a Copa do Mundo de 2026, marcada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho na América do Norte.

Representantes da World Weather Attribution (WWA) e cerca de vinte especialistas, que assinaram uma carta aberta, afirmaram que aproximadamente 25% dos jogos poderão ser realizados sob níveis de calor considerados extremamente desafiadores. De acordo com as análises, a situação climática se agravou desde a última Copa realizada nos Estados Unidos em 1994 devido ao aquecimento global.

Frações significativas das partidas podem ocorrer em condições que exigem atenção especial.

A pesquisa da WWA revisou as 104 partidas que acontecerão em 16 estádios com 48 equipes, utilizando o índice de temperatura de bulbo úmido (WBGT) que avalia temperatura, umidade, radiação solar e nuvens. Os pesquisadores destacam que temperaturas que parecem amenas podem se tornar perigosas em ambientes úmidos.

De acordo com a pesquisa, cerca de 26 jogos apresentarão WBGT em 26ºC ou mais, o que requer medidas de resfriamento, enquanto cinco partidas poderão ter temperaturas que atingem ou superam 28ºC, um nível que é altamente arriscado, podendo levar à suspensão dos jogos, segundo Otto.

As pausas de reidratação atualmente estabelecidas não são adequadas para a intensidade do calor esperado.

Os pesquisadores identificaram que os jogos ao ar livre em áreas como Miami, Kansas City e Nova Jersey estão entre os de alto risco. Embora algumas arenas sejam climatizadas, a proteção não se estende a torcedores que estão expostos fora dos estádios.

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Atletas, mesmo bem preparados, enfrentam dificuldades em manter a temperatura corporal com os níveis de calor propostos

Friederike Otto, WWA.

As pausas de três minutos para reidratação presentes no regulamento são consideradas insuficientes. Múltiplos especialistas pediram um aumento para ao menos seis minutos para que os jogadores possam se reidratar adequadamente.

Simon Stiell, representante da ONU para o Clima, alertou que o risco de ondas de calor duplicou desde 1994, aumentando o perigo para todos envolvidos no evento, e pediu ações urgentes para mitigar esse risco.

Por sua vez, a FIFA garantiu que estará monitorando as condições em tempo real, com a intenção de implementar protocolos de contingência se necessário.

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