Equipe feminina reagiu a desvantagem de 3 a 0, empatou em 4 a 4 e venceu nos pênaltis — título inédito garante vaga no Mundial de Clubes e premiação milionária.

Cruzeiro confirmou, na noite de 31 de outubro de 2026, um marco histórico ao conquistar pela primeira vez a Copa Libertadores Feminina. A equipe mineira contou com uma reação impressionante na final contra o Corinthians, realizada em Quito (Equador), e levou a decisão para as cobranças de pênaltis após empate em 4 a 4 no tempo regulamentar — nas penalidades, a Raposa venceu por 5 a 4.
O jogo teve caráter dramático: o Corinthians abriu larga vantagem e chegou a liderar por 3 a 0, mas o Cruzeiro foi recupearndo-se ao longo da partida, buscando o empate e criando situações de pressão até igualar o placar em 4 a 4. A decisão nas penalidades sorriu para as mineiras, que comemoraram um título de alto valor esportivo e simbólico para o clube.
✨ Primeiro título da Libertadores Feminina na história do Cruzeiro; vaga garantida no Mundial de Clubes feminino; premiação aproximada de US$ 2 milhões.
Jogadoras como Byanca (destaque e artilheira do torneio em pontos altos da campanha), Vitória Calhau, Ketlin e Milena Ferreira tiveram papel importante tanto na reação quanto nas cobranças decisivas. A entrada de peças do banco e a eficiência nas bolas paradas e nas penalidades foram determinantes para o desfecho favorável ao Cruzeiro.
O título representa um salto de dimensão para o projeto do futebol feminino do clube: além do prestígio esportivo, vem acompanhado de impacto financeiro imediato e de maior visibilidade para patrocínios e captação de atletas. A vaga no Mundial de Clubes feminino (edição programada para o ciclo de clubes internacionais) também obriga o departamento a pensar em calendário, elenco e logística para 2027/2028.
A virada do Cruzeiro foi construída a partir de dois fatores: retomada de intensidade ofensiva nas transições e aproveitamento de jogadas de bola parada. A recomposição coletiva melhorou na etapa final, com maior pressão sobre a saída de bola adversária e decisões agressivas da comissão técnica na hora das substituições. Nas cobranças, a equipe mostrou frieza — elemento que costuma decidir partidas de alto risco.
1) Recepção e celebrações oficiais do clube a serem confirmadas. 2) Preparação para o Mundial de Clubes feminino do ciclo internacional. 3) Gestão do elenco diante de eventual valorização de jogadoras no mercado.
Enquanto a festa é para o time feminino, o calendário do clube segue com compromissos do time masculino: o Cruzeiro volta ao Campeonato Brasileiro diante do Bahia, no Mineirão, em 5 de novembro de 2026. A conquista continental aumenta a moral do clube como um todo, mas também exige equilíbrio na gestão entre as equipes para os desafios imediatos.
Em termos esportivos e institucionais, a Libertadores Feminina é um divisor de águas: oferece ao Cruzeiro novo palco internacional, recursos financeiros e legitimidade para ampliar investimento no feminino. O trabalho agora passa a ser transformar este momento em projeto de médio prazo, mantendo competência técnica e estrutura para disputar em alto nível competições nacionais e internacionais.
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Jornalista especializado em Esportes

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