Derrota nos pênaltis para o Palmeiras e revés inesperado diante da Chapecoense colocam pressão sobre a equipe antes do duelo com o Internacional

Fluminense viveu uma semana de emoções contrapostas: venceu o Palmeiras por 1 a 0, com gol de Hércules, no jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores (21 de outubro), mas foi eliminado na disputa por pênaltis; e, três dias depois, sofreu um tropeço inesperado ao perder por 2 a 1 para a Chapecoense, na Arena Condá, pelo Campeonato Brasileiro.
✨ Eliminação na Libertadores: Fluminense venceu na casa do adversário (1 a 0), mas caiu nos pênaltis por 5 a 3; Hércules foi o autor do gol que levou a decisão para as cobranças.
No duelo de volta da semifinal, disputado no Nubank Parque, o Fluminense foi superior em boa parte do confronto e igualou o placar agregado graças ao gol de Hércules aos 36 minutos do segundo tempo — uma jogada trabalhada que envolveu Wesley Natã e culminou em finalização colocada da meia-lua. Apesar da vitória no tempo normal, a vaga foi decidida nas penalidades, onde o time acabou superado. A eliminação representou o fim de uma campanha que vinha sendo uma das melhores da temporada.
A queda nos pênaltis teve efeito emocional visível no grupo. A comissão técnica e jogadores reconheceram a frustração, mas destacaram a entrega da equipe ao longo dos 180 minutos. A perda da vaga na final da Libertadores redireciona as ambições do clube exclusivamente para o Brasileirão nas próximas semanas.
No sábado seguinte à eliminação continental, o Fluminense voltou a campo contra a Chapecoense e foi surpreendido: saiu atrás, conseguiu empatar, mas sofreu o segundo gol ainda no início do segundo tempo e não encontrou forças para reagir. O resultado (2 a 1) foi um contrassenso diante da campanha até então e representou perda de oportunidade de se aproximar ainda mais da zona de classificação direta à Libertadores.
Após a 32ª rodada, o Fluminense aparece na parte de cima da tabela, com 51 pontos — posição que, neste momento, garante presença entre os times que brigam por vagas continentais, mas a margem é curta e exige reação.
A eliminação e a derrota em Chapecó ampliam a pressão sobre a gestão e sobre o comando técnico. A curto prazo, a principal exigência é recuperar o equilíbrio emocional do elenco e ajustar opções táticas para a sequência do Brasileirão. Do ponto de vista esportivo, a equipe precisa melhorar a consistência defensiva nas transições e ampliar alternativas ofensivas além das jogadas aéreas e da bola parada, que vinham sendo arma importante nas partidas recentes.
Contra o Palmeiras, o Fluminense encontrou os espaços no último terço com mobilidade e variações nas trocas de posição — o gol de Hércules saiu de uma combinação que explorou a chegada de laterais e infiltrações pelo meio. Em Chapecó, porém, faltou intensidade coletiva na recuperação de posse e o time pagou caro por erros na saída de bola e em recomposição, fatores que explicam o resultado negativo diante de um adversário que tinha muito a ganhar dentro de sua necessidade de escapar da lanterna.
Em suma, o Fluminense sai da semana maior em termos de atenção do país (Libertadores), mas traz da sequência uma necessidade clara de reagir no Campeonato Brasileiro para não ver ameaçada a vaga continental e para recuperar a confiança do torcedor antes dos jogos decisivos que restam na temporada.
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Jornalista especializado em Esportes

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